Animal social


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Evidenciando o fato de que o homem é movido por uma natural tendência a agrupar-se, Aristóteles, filósofo grego (384-322 a.C.), afirmou: “O homem é um animal social”. Tudo teria começado pelo incipiente agrupamento familiar das eras primitivas, quando macho e fêmea já se juntavam para a procriação, tornando-se, portanto, tronco familiar, o que lhes alargava a certeza de que também as tarefas da caça e da defesa eram muito mais fáceis se desempenhadas em grupos e de maneira compartilhada. Era o embrião da sociedade humana.

Já, entre os animais irracionais, o que existe é a grei, a formação de bandos, que, no aspecto social, os difere do homem. E a diferença está justamente na capacidade de os homens estabelecerem e transmitirem cultura, leis, costumes, crenças, ideais, etc. E isto só acontece diante da possibilidade da comunicação entre eles. Assim, podemos afirmar, com segurança, que o homem é um animal social, porque sabe utilizar-se da comunicação. Foi desenvolvendo a capacidade de se comunicar – pelos sons ou pelos sinais aéreos ou gráficos – que o ser humano pôde realizar o processo da civilização.

As artes, ciências, filosofia, os esportes, tudo isso só é possível graças à comunicação. Por isso, há que se destacar neste outubro, a importância de Guttemberg para a vida na face da Terra. Foi ele quem, com a criação do processo mecânico de impressão, permitiu que o conhecimento se generalizasse. Com o seu invento, puderam ser impressas páginas da cultura mundial que permitiram o avanço de todos os povos. A começar pela Bíblia, cuja divulgação só se tornou possível pelo invento de Guttemberg. Foi através da disseminação da Bíblia que o homem pôde tomar conhecimento dos ensinos contidos no Velho e no Novo Testamentos. Como saber das parábolas ensinadas por Jesus sem que elas fossem impressas em milhões de cópias e espalhadas para todos os quadrantes? Sem elas, como conhecer a moral cristã.

Agora que vivemos a era da comunicação, tantos são os meios colocados à disposição do homem, que lhe cumpre reverenciar a memória de tão ilustre e luminosa inteligência, graças à qual foi possível a nossa aproximação. Missionário do Cristo, Guttemberg nos possibilitou chegar aos dias atuais replenos de possibilidades de disseminar entre os indivíduos de boa vontade, os possuidores de olhos de ver e ouvidos de ouvir, a luz do Evangelho de Jesus, tornando todos um só rebanho ante um só Pastor, em outras palavras, implantando o Reino de Deus na Terra.

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (Idefran)

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