À meia-noite deste sábado para domingo começa o horário de verão. Os relógios de 11 estados brasileiros e do Distrito Federal devem ser adiantados em uma hora. Com a luz natural mais bem aproveitada, Franca deve economizar nos 133 dias do novo horário a energia elétrica que consome em 24 horas.
A CPFL Paulista, responsável pelo fornecimento de energia na cidade, prevê uma redução de 0,7% no consumo. A empresa espera uma economia total de 80.200 MWh (Megawatt-hora) nos 234 municípios do Estado em que opera. Com esse número, Franca, que possui 129.735 ligações faturadas - entre residências, comércios e indústrias - e tem consumo diário de 1.865 MWh, poderia ser abastecida por 43 dias. A cidade economizará sozinha 1.862 MWh - número próximo do seu consumo diário.
A troca de horário foi adotada pela primeira vez no Brasil em 1931. Há 27 anos acontece consecutivamente e está em sua 41ª edição. Terão novo horário o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Distrito Federal.
DIVERGÊNCIA
Nem todos gostam da nova rotina. A escriturária Eliana Tassoni, 52, moradora do Parque dos Pinhais, reclama da insônia que sente nesta época. “Na hora de dormir eu não consigo, e na hora de levantar é difícil.” O professor Dante de Carlos Junior, 41, do Jardim Maria Rosa, acredita que a medida não reduz o consumo de energia. “Tem que fazer é mais campanhas de conscientização.”
Mas há os que adoram. A vendedora Andréia Bernardes da Silva, 19, do Vera Cruz, aproveita para caminhar. “Vou porque está mais claro e não tem tanta violência na rua.” O ambulante Carlos Roberto dos Santos, 32, que vende pipoca, churros e algodão doce na praça central, comemora o aumento nas vendas. “O povo fica mais fora de casa, tomando um ar fresco.”
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