(...) creio que não deva existir questionamento maior a um pai ou uma mãe de ver a foto de seus filhos estampada na capa de um jornal ilustrando uma trágica notícia. Deve existir um sentimento de que poderiam ter feito mais pelos mesmos, mais infelizmente a vida fez primeiro. (...) Porque, meu Deus, crianças, jovens, idosos, perdem a vida de forma tão estúpida, chula? Porque queremos aparecer mais do que os outros andando em alta velocidade em vias que não suportam nem uma bicicleta? Porque nos importamos mais com bens materiais, se podemos ficar imprestáveis, incapazes de utilizá-los? (...). Vejo, hoje, nossa cidade em meio a uma grande transição, aquela de decidir entre parar no meio da via para cumprimentar um amigo ou andar em alta velocidade para não chegar atrasado ao trabalho. Disso, geram-se transtornos cujos resultados estão observando, mas, nem sempre o mais rápido, forte e esperto sobrevive em processos de mudança. Sobrevive o mais racional. Aja com a razão ao menos um dia! Dirija defensivamente por, pelo menos, uma hora! Seja prudente apenas por um minuto e verá que um segundo a mais com a família é algo inexplicável.
Leandro Pereira
Franca - SP
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