A Prefeitura de Franca retomou neste mês a gestão da Incubadora de Empresas e, desta vez sem os parceiros dos dois últimos anos, Acif (Associação Comercial e Industrial de Franca) e Sebrae. Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, os atuais 12 empreendedores serão assistidos pela Cestari Assessoria e Consultoria, de Ribeirão Preto, vencedora do processo de licitação. Além disso, foram abertas mais duas vagas para novos empreendedores.
O investimento mensal da Prefeitura será de R$ 25 mil no projeto, que estimula a criação e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas, oferecendo suporte técnico, gerencial e formação complementar ao empreendedor e, ainda, facilitando o processo de inovação tecnológica.
Atualmente, a Incubadora apoia empresas que produzem calçados masculinos e femininos, bolsas, cintos, chuteiras, etiquetas, máquinas, além de prestadores de serviços de modelagem e de desenvolvimento de softwares.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Alexandre Ferreira, a proposta é manter o perfil industrial calçadista do município, mas também diversificar os segmentos das empresas incubadas. “Vamos dar oportunidades às empresas que estão surgindo na cidade em segmentos que vêm se fortalecendo nos últimos anos como lingerie, móveis e artefatos de madeira e serviços diversos nas áreas de tecnologia e informática.”
A Cestari iniciou seu trabalho há um mês com um diagnóstico da realidade da Incubadora e das empresas incubadas. “Levantamos questões jurídicas, documentação, tributos, registros financeiros e detectamos algumas lacunas e carências. A partir daí, extraímos algumas empresas com problemas e começamos a trabalhar a capacitação. As maiores dificuldades já foram sanadas”, explica André Nozaki, economista da Cestari.
Nesta segunda etapa está sendo elaborado o plano de negócio das empresas com as expectativas e demandas para os próximos 12 meses. “Nestas microempresas, o dono é empresário, abre a fábrica, busca a mercadoria, vende, compra, produz, embala e faz o faturamento”, diz Nozaki, revelando o perfil das incubadas.
Ricardo Jerônimo é um destes empresários. Há quatro anos na Incubadora, ele produz cintos e acessórios masculinos em couro e já prevê crescimento e sua saída do projeto em seis meses. “Pretendo contratar três funcionários, confeccionar produtos femininos e produzir cem peças por dia.”
Já Kléber Roberto Morales, que trabalha com o comércio e a manutenção de máquinas calçadistas de ilhoses e matrizes, pretende alugar ou adquirir um barracão em 2012. “Quero me tornar um incubado externo para continuar recebendo apoio, aprendizado e consultoria. Vou investir no site para ampliar meus negócios”, afirma o microempresário, que tem clientes em Franca, Nova Serrana, Birigui, Jaú, Colômbia e Bauru.
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