Pacientes relatam sequelas graves após o consumo de sibutramina


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A microempresária Liliane Beatriz Roncari, 31, moradora da Vila Monteiro, colocou em sua cabeça que precisava perder 5 kg de forma imediata, mesmo pesando apenas 68 kg. Em conversas com uma amiga, descobriu uma solução simples, milagrosa, sem sacrifícios ou exercícios físicos: a sibutramina.

Liliane procurou a mesma endocrinologista que atendeu a amiga. Após duas consultas, começou a tomar o remédio. Foram dois meses de sibutramina, de março a maio deste ano. “Tira bastante a fome, eu só tomava água. Mas, eu tinha muita tremedeira, agitação, os mesmos sintomas de uma pessoa drogada.”

A dificuldade para dormir fez com que Liliane tomasse também Rivotril, um tranquilizante. Após vários desmaios e problemas no estômago, ela conseguiu emagrecer 5 kg, mas se arrepende até hoje. Agora, mantém o peso, mas faz exercícios e adotou uma boa alimentação. “Não recomendo o remédio. Não acreditava que fosse tão forte.”

A costureira Vanda Márcia Ferreira Carrijo, 32, também usou sibutramina por um ano e diz que não perdeu apenas a vontade de comer. Em 2005, quando pesava 90 kg, procurou um médico para emagrecer e amenizar as dores nas pernas, a falta de ar e a indisposição que sentia. “Tive pressão alta, arritmia, alucinações e descobri depois que necrosou meu rim esquerdo.” Ela perdeu 14 kg, mas ficou com sequelas até hoje. Hoje, tem dificuldades para ir ao banheiro e sente tremedeiras.

Já a funcionária pública Maria Luiza Rodrigues Alves Dias, 43, se tornou fã da sibutramina. Ela diz que tomou o medicamento por dois períodos de quatro meses, em 2005 e 2006. Antes, fez uma bateria de exames. Na época, tinha 95 kg. Em dois anos, perdeu 35 kg. “Não senti nada. Para mim foi um alívio tirar aquela ansiedade, aquela vontade de comer alguma coisa.” O tratamento de Maria Luiza foi complementado com exercícios e alimentação controlada.
 

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