Emoção marcou sepultamento de jovens mortos em acidente


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VÍTIMAS - O trabalho do Corpo de Bombeiros no resgate das vítimas
VÍTIMAS - O trabalho do Corpo de Bombeiros no resgate das vítimas

Os corpos dos dois jovens de 22 anos que morreram após baterem de frente as motos que pilotavam foram sepultados ontem. O acidente aconteceu no início da última quarta-feira na Rua Carlos de Vilhena, Vila Imperador. As circunstâncias do acidente estão sendo apuradas no 2º Distrito Policial, que aguarda o laudo da perícia feita no local do acidente. O documento deve chegar em 30 dias. Amigos e parentes lotaram as salas 3 e 10 do velório São Vicente de Paulo, onde Caio César Resende da Silva e Vinícius Silva Lima foram velados. Centenas de pessoas estiveram no local para prestar as últimas homenagens aos rapazes.

Os jovens tinham a mesma idade e sonhos semelhantes, que foram interrompidos de forma violenta e precoce. Caio César de Resende era o filho mais velho do casal de comerciantes Orlando Resende e Bernadete Alves Resende, donos da panificadora Bastilha, localizada na Avenida Orlando Dompieri. Com apenas 22 anos, o rapaz cursava o primeiro ano de economia na Uni-Facef e trabalhava com os pais na padaria. Na noite do acidente ele havia saído da academia e voltava para casa. Antes, Caio encontrou com um amigo e pediu a moto emprestada.

A irmã de Caio, a estudante Flávia Resende, 20, disse que o sonho de Caio era conseguir se formar. “Ele estudava muito. Estava muito feliz. Tinha carta de carro e moto, mas meu pai não gostava que ele pilotasse moto. Ele retornava da academia e pegou a moto do amigo para dar uma volta. Isso que aconteceu foi muito triste e todos nós da família estamos abalados. Ele era muito querido de todos nós e dos amigos”, disse a jovem.

O mecânico Vinícius Silva Lima, adorava motos. Segundo amigos e familiares, desde muito jovem já pilotava o veículo. “Ele gostava de fazer trilha. Era um motorista experiente. Não dá para entender o que houve”, disse GFR, 19, amigo da vítima.

Vinícius era o filho mais velho do casal Marco Vinícius e Adriana Aparecida Silva Lima. Ajudava o pai numa loja de venda e consertos de jet ski na Avenida Chico Júlio. A tia de Vinícius disse que o jovem sonhava se formar em educação física e montar uma academia.

Ela também falou sobre a paixão do rapaz por motos. A Suzuki que ele pilotava era um exemplo. “Ele gostava de motos e motocross. O Vinícius era uma pessoa muito especial para todos nós. Falava que no próximo ano iria para faculdade. Um menino religioso e muito amoroso com toda família”, disse Sueli Aparecida Lima, que também é madrinha do jovem.

Veja fotos do acidente no Blog do Vaz.

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