Dia do Radialista


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Setembro registrou, no Brasil, duas efemérides a que não se poderia omitir na vida nacional pelo elevado grau de significação desfrutada nas comunicações e cultura. No dia 21 de setembro ocorreram homenagens ao radialista da mesma forma que, no dia 25, viveu-se a data consagrado à radiodifusão no mundo. Em 1943, o Presidente Getúlio Vargas reverenciou os radialistas da época, decretando o piso profissional da função.

Como de hábito, o Brasil adota certas mudanças nem sempre adequadas, a exemplo de substituir nomes de logradouros e outros que frustram direitos anteriores. Em 2006, Lula da Silva mudando a data, sancionou a lei de nº 11.327 criando o Dia do Radialista – já existente – a ser comemorado em 7 de novembro à guisa de homenagear o compositor e radialista Ary Barroso. Quanto ao mérito, nada contra um tributo a Ary, no entanto, o principio histórico de 1943 seria imutável.

Minha ligação com o rádio e muitos de seus personagens ilustres dão-me credencial para vir à tribuna falar da justiça das comemorações relativas ao rádio e radialistas. A atividade do rádio no Brasil iniciada em 1923 por Roquete Pinto, obriga-me à correta colocação de seu nome no topo da pirâmide seguido por Nhô Totico, o rei do riso, o artista mais caro na década de 1930 na cidade de São Paulo. Poderia aqui relembrar programas de auditório do passado por onde astros e estrelas desfilavam sua fama nos únicos palcos existentes: rádio e teatro. O rádio sempre foi o grande divulgador, o forte elo entre comunicadores e massas populares com imediatismo jamais obtido por outro meio.

Não tendo espaço para o registro de tantos nomes que dignificaram e seguem cumprindo sua missão de construir informando através da radiodifusão francana, permita o radialista, nosso editor Luiz Neto, citar seu texto publicado no dia 24 de setembro nesse Comércio, Red roses for a ‘sad’ lady, contado um capítulo da história do rádio local. Emergente sua voz bonita – ainda hoje a vibrar ouvidos sensíveis – está entre a constelação daquele tempo de absoluto sucesso.

É provável que Luiz Neto não se tenha dado conta ao tratar do retorno da Patrícia ao antigo ninho, ensejaria sua inclusão às festividades ocorrendo nos dias 21 e 25 de setembro: Dia do Radialista e Dia Mundial do Rádio. Este modesto escriba cumpre com orgulho o dever de cunhar aqui, gratidão ao Lions Clube Franca do Imperador pelo convite e homenagem prestada ao Dia do Radialista, através de sua pessoa representando a classe da qual se orgulha por tantos anos.

Aos radialistas de todas as áreas, antigas e novas gerações, aos empresários de radiodifusão envolvidos pelo espírito de modernização que a radiofonia alcançou ao dinamismo que hoje se imprime a comunicação do rádio, uma saudação especial pela comemoração daquelas datas.

Garcia Netto
Jornalista

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