Pequenos grandes artistas


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Oficinas de circo treinam crianças para brilhar nos picadeiros
Oficinas de circo treinam crianças para brilhar nos picadeiros

Quem nunca sonhou em poder se dependurar em um trapézio ou conseguir se manter equilibrado sobre duas pernas de pau? Pouca gente, não é mesmo? Em qualquer lugar do mundo, a magia do circo sempre pareceu encantar crianças e adultos. Raras são as pessoas que não começam a rir diante da graça de um palhaço ou da beleza da arte de um equilibrista que consegue rodar dois pratinhos nas pontinhas de dois palitos.

Foi exatamente essa paixão pelo meio circence que fez com que mais de 180 crianças de Franca começassem a participar das oficinas de circo promovidas pela Fetanp (Federação do Teatro Amador do Nordeste Paulista). A cada semestre acontecem em um bairro da cidade. Atualmente, a equipe de professores do projeto está no Jardim Leporace e tem treinado uma turma de cerca de 40 alunos, no centro comunitário do bairro.

Voltadas para crianças dos 6 aos 14 anos, as aulas abrangem várias especialidades do circo, como o trapézio e a perna de pau. No início, os alunos aprendem um pouquinho de cada coisa para que cada um possa descobrir no que mais se destaca. Thalison Freitas de Camargo, 10, já há algumas semanas aprendendo sobre cada atividade, se deu conta de que é muito bom no rola-rola. É um instrumento composto por um cilindro e uma tábua sobre o qual o circense precisa se equilibrar com muito estilo!

Laryssa Bergaminho Oliveira - Ela se destacou no trapézio e adora subir no aparelho. A menina lembrou que nas primeiras aulas tinha muito medo de cair, mas revelou que a melhor maneira de criar coragem foi paticar bastante. Laryssa quer muito trabalhar no circo quando crescer, embora tenha um único receio: deixar a mãe para viajar de cidade em cidade como os circenses fazem. Mesmo assim, quando pensa no seu desejo, a menina artista faz planos para solucionar qualquer obstáculo: “Vou levar a minha mãe comigo, para onde eu for”, diz.

Ana Gabriela de Souza - Colega de Laryssa, Ana Gabriela de Souza, 11, também gosta muito de participar das oficinas e, entre uma aula e outra, se equilibra em pernas de pau e em bolas específicas para o circo. Decidida e determinada, ela adora brincar sobre a bola e disse já ter caído várias vezes, mas não desistiu “Sempre soube que treinando e treinando, ficaria tão boa que não cairia mais”, conta.

Ítalo Borraschi é professor de trapézio, monociclo e também é palhaço. Circense desde criança, o artista acha muito prazeroso poder compartlhar com a meninada tudo o que sabe. Ítalo diz que, embora a arte do circo seja bonita e deixe as pessoas felizes, ela exige muito esforço de quem quer entrar nesse meio. Para ele, a força de vontade, a disciplina e o amor ao trabalho não podem faltar a nenhuma criança que queira se apresentar um dia. “Como a rotina de treinamentos é muito intensa, quem quer ser artista não pode desanimar nunca, mesmo caindo e se esborrachando”, brinca.

Norma Esbano também é professora e diz saber um pouquinho de cada atividade circense. Nascida no circo, ela conta que vibra de satisfação a cada vitória de cada aluno que se esforça. “Ver uma criança cair, se levantar e aprender depois de persistir é muito gratificante. Isso mostra que circo, além de arte, também é persistência”.

Jenniffer Larissa Lana,6, sempre caía do trapézio quando começava a treinar. Logo descobriu que a sua especialidade mesmo era o equilíbrio de pratinhos. Em pouco tempo, a menina aprendeu a rodar pratinhos no palitinho, além de fazer números bem bonitos com o swing poi, um instrumento de malabarismo composto por uma corda, uma bolinha e fitas coloridas na ponta.

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