Acabou o rock, bebê!


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Stevie Wonder
Stevie Wonder

Sete dias e mais de 700 mil pessoas. Dez anos após ficar fora do país, o Rock in Rio voltou à cidade de origem - o que em parte fez jus ao nome do festival.

No entanto, a mistura de estilos presentes nessa edição, com ícones da pop music, axé e soul foi alvo de inúmeras críticas, principalmente a de que o evento teria perdido sua verdadeira essência - a de festival de rock n’ roll -, que, salvo dois dias totalmente dedicados ao gênero, foi uma verdadeira miscelânea desenfreada de ‘música para todos os gostos’.

Mesmo assim, o saldo do Rock in Rio foi positivo, e o evento já tem a próxima edição em terras tupiniquins confirmada para setembro de 2013. Só que com a diminuição do número de ingressos para 85 mil por dia, o que segundo Roberto Medina, presidente do evento, significa melhorar o trânsito de pessoas na Cidade do Rock. Dos ápices das apresentações aos momentos definitivamente trash, confira os altos e baixos da edição 2011 do festival.

MELHOR SHOW
O dia dedicado ao black e ao soul rendeu ao Rock in Rio o melhor show do festival. Stevie Wonder fez o público delirar com hits como You Are the Sunshine of my Life e I Just Called to Say I Love You. Mas o que ganhou a plateia foi a participação da cantora Janelle Monáe, e as versões de The Girl from Ipanema (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e Você Abusou (Antonio Carlos e Jocafi) entoadas pelo cantor. Já o maior coro da edição 2011 do Rock in Rio foi, sem dúvida, durante a apresentação dos ingleses do Coldplay, no dia 1º. A canção Viva La Vida foi a mais esperada do show, e podia-se ouvir o público cantando trechos da música antes e depois de ela ter sido executada pela banda. No dia do metal, 25 de setembro, quem surpreendeu foi o Slipknot, com um show performático em homenagem ao baixista da banda, morto de overdose em 2010. Até quem não gosta de heavy metal tirou o chapéu.

PIOR SHOW
A pergunta poderia ser simplesmente essa: Quem convidou a Ke$ha para tocar no dia em que o carro chefe de estilo era o soul? Totalmente ‘destoada’ do restante dos artistas que compuseram o line up do dia 29 de setembro, ela até tentou, mas não agradou. Excesso de coreografias, algumas bizarrices no palco (como o gole de sangue falso na música Cannibal) e, poxa, um público que certamente não escolheu aquele dia do festival pela presença da cantora. Se tivesse sido incluída na ‘pegada’ pop do dia dos shows de Rihanna e Katy Perry (23 de setembro), poderia ter sido menos pior.

MISS SIMPATIA
Difícil eleger qual das musas do Rock in Rio mais agradou o público. A sensualidade de Shakira, junto à simpatia e interação com a plateia conquistou até quem assistiu ao show pela televisão. Katy Perry também surpreendeu, com uma apresentação envolvente, sexy e repleta de trocas de roupas que derrubou outras performances exageradas como a saída de Cláudia Leitte suspensa por cabos de aço no palco. Já Ivete Sangalo não tem o que falar. Até quem não gosta de axé é obrigado a admitir que a baiana tem presença de palco e sabe levar o público à loucura.

MAIOR MICO
O que era para ser mico virou praticamente um hit no Rock in Rio 2011. A entrevista de Cristiane Torloni ao vivo ao Multishow, no primeiro dia do festival, fez da frase “Hoje é dia de rock, bebê”, proferida pela atriz, um mantra que seria entoado durante todos os dias do evento. Até camisetas estampadas com a frase vestiam pessoas que passaram pela Cidade do Rock. Mico mesmo foi o fato de a organização do evento ter contratado a ‘entidade’ Cacique Cobra Coral para evitar que chovesse nos dias dos shows. Parece que a ‘força’ não deu conta de segurar a chuva, tanto que no último domingo a água literalmente desabou no Palco Mundo. Axl Rose e o Guns and Roses que o digam. Até de capa de chuva o cantor teve que se apresentar.

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