'Usar a bomba é que nem usar óculos', diz paciente


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A bomba de insulina tem o tamanho de um aparelho celular, não pesa mais que 100 gramas e está ligada ao corpo do paciente por um cateter que, em sua extremidade, tem uma agulha flexível. O equipamento tem a função de injetar continuamente doses de insulina, numa quantidade determinada e de acordo com as características de cada paciente.

Seu valor não é barato. Em média, custa cerca de R$ 13 mil. Para que seja financiado pelo governo é preciso que exista uma justificativa real, que só pode ser dada por um médico. De acordo com o endocrinologista Júlio César Batista Lucas, portador de diabetes e que a utiliza há dois anos, a manutenção do aparelho é realizada a cada três dias. “O usuário necessita trocar o cateter que é injetado na pele. Essa manutenção custa mil reais mensais”, informou. No início, o paciente sente o incômodo de ter conectado em seu corpo um aparelho 24 horas. “Usar a bomba é que nem usar óculos. No começo sente-se a novidade, depois acostuma-se. Tem quem não se adapte, o que não foi o meu caso”, revelou Batista que carrega o aparelho preso ao cinto da calça.

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