Fuja das armadilhas na hora de comer todos os dias fora de casa


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PRATO COLORIDO - A nutricionista Cínthia Parisi observa a variedade de saladas no Caçarolla
PRATO COLORIDO - A nutricionista Cínthia Parisi observa a variedade de saladas no Caçarolla

A correria do dia a dia obriga muitos francanos a abrir mão da comida caseira para almoçar em poucos minutos nos restaurantes e lanchonetes da cidade. Quem prefere a comida por quilo já percebeu no bolso que desde julho ela está 20% mais cara por conta da alta dos alimentos. Uma pesquisa informal feita pela reportagem encontrou uma diferença de 135% no quilo da comida em Franca: os preços variam de R$ 17 a R$ 39,99. Mas é possível comer bem e pagar pouco. A nutricionista Cínthia Parisi dá as dicas.

Acompanhada pela nutricionista, o Comércio visitou o restaurante Caçarolla Cozinha Regional, que cobra R$ 29,90 pelo quilo da comida e oferece variedade de saladas, pratos quentes e carne assada. “O maior benefício do restaurante é a variedade de salada”, afirmou a profissional.

A primeira orientação de Cínthia é não chegar para almoçar com muita fome. “O ideal é fazer um lanche duas ou três horas antes do almoço para evitar a gula e o olho gordo nos carboidratos.”

Segundo a nutricionista, “para não cair em tentação” na pista self service, o correto é dividir o prato em duas partes: fria e quente. “Numa parte a gente coloca a salada (verduras) e na outra, carne, arroz, feijão e um legume refogado. Com isso, a refeição satisfaz e você não volta à balança para repetir e gastar mais”, conta.

É possível ainda fazer trocas. Aquela suculenta lasanha com molho de carne moída e queijo pode ser “devorada” no lugar do arroz e feijão, sem esquecer da salada. “Mas, sem dúvida, ela vai pesar mais. Assim como a carne e pratos com molho, creme de leite... Eles também são mais calóricos. Por isso, quando for comer um estrogonofe, vale diminuir o arroz para incluir a batata palha”, orienta Cínthia. Segundo ela, pratos acompanhados de grãos, como grão de bico com frango desfiado, também pesam mais.

Quem come fora deve ficar atento às famílias dos alimentos. Arroz, batata e mandioca são carboidratos e devem ser ingeridos separadamente. Quem não abre mão de uma sobremesa pode optar pela fruta ou gelatina, que é barata e leve.

INFLAÇÃO
No índice de inflação oficial do Brasil, medido pelo IPCA e divulgado pelo IBGE no dia 6 de setembro, o aumento de preços acumulado nos últimos 12 meses chega a 7,23%, o mais alto desde 2005 e acima do teto estipulado pelo governo para 2011, que é de 6,5%. O grupo da alimentação subiu 0,72% e, na entressafra, a carne subiu quase 2%.

Mesmo assim, Éder Mancini Vieira, proprietário do Caçarolla Cozinha Regional, afirma que manteve o preço (R$ 29,90 o quilo) desde a inauguração do restaurante, em janeiro, com o objetivo de fidelizar clientes.

A psicóloga Marcela Messinger Salomão, 23, come fora há cinco anos e afirma que o preço compensa pela variedade e conforto. “Há três meses optei por mudar para o Caçarolla e tenho gostado. Além da boa comida, o ambiente é agradável, com ar condicionado e estacionamento”, diz.

No entanto, seu gasto mensal subiu de R$ 180 para R$ 250. “Como muita salada, mas quando ‘enfio o pé na jaca’ sinto a diferença na balança.”

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