“Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim que vejas.”(Ap. 3:18).
A CONDIÇÃO DOS FARISEUS E DOS LAODICENSES
Em João 9:40-41 lemos: “Alguns dentre os fariseus que estavam perto dele perguntaram-lhe: acaso, também nos cegos: respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos não féis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos a vosso pecado”. Eles se consideravam pessoas que, nas suas obras e atitudes eram de cegos.
A igreja em Laodicéia estava nessa situação, pois dizia: estou rica e abastada e não preciso de coisa alguma (Ap.17), mas não sabia que era infeliz, miserável, pobre, cego. Os de Laodicéia eram muito orgulhosos, pensavam já ter visto tudo, achando que depois deles já não haveria revelações. Consideravam do mais alto grau o conhecimento que tinham. Mas o Senhor os chamou de infelizes, pobres, miseráveis, cegos e nus.
O Senhor diz: “Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” (v. 18). Eles precisavam ser refinados como ouro para purificar as impurezas provenientes da alma, de vestiduras brancas, que simbolizam os atos de justiça, porque suas obras eram más. E ainda precisavam de colírio para ungir os olhos, a fim de que vissem, assim como o cego de nascença precisou ir ao tanque de Siloé para se lavar e ver claramente.
Os de Laodicéia julgavam já ter alcançado o máximo da revelação da verdade, que toda a palavra estava com eles, portanto, não precisavam se lavar no tanque de Siloé, não precisavam de mais nada. Entretanto, o Senhor lhes disse que precisavam de colírio para ungir os olhos assim como falara aos fariseus: “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que vêem se tornem cegos”. (Jo. 9:39). Como luz do mundo, Ele expôs a condições dos fariseus e também a dos Laodicenses.
Em João 10:1-3, o Senhor continua a tratar com os Fariseus: “Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobre por outra parte, esse é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta, esse é o pastor das ovelhas. Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora”. Quando saímos batendo às portas para pregar o evangelho de casa em casa, as pessoas nos recebem e entramos pela porta, como faz o pastor de ovelhas. Elas nos abrem a porta, porque querem ouvir nossa voz, as ovelhas gostam de ouvir a voz do pastor. Podemos ouvir a voz do nosso Pastor lendo, orando sua palavra e invocando seu nome. Aleluia! A pregação do evangelho. Nos entremos pela porta para levar suprimento de vida ás pessoas.
Entretanto, alguns não entram pela porta. No passado, quando o Senhor falou essas palavras, não compreendíamos bem, porque não tínhamos essa experiência, não imaginávamos que havia ladrões e salteadores na igreja. Eles não saem para pregar o evangelho de porta em porta; antes, pulam o muro para enganar as ovelhas. Que o Senhor nos guarde de tais pessoas!
As palavras da Bíblia nunca são vãs. O senhor disse: “Eu vim a este mundo para juízo” (9:39). Ele vem julgar o ladrão e o salteador, porque eles vêm somente para roubar, matar e destruir, sempre buscando os mais fracos, os mais novos, a fim de enganá-los. O Senhor nos diz que tais pessoas são ladrões e salteadores. Por isso Ele virá julga-los.
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