O diretor da Escola Estadual “Torquato Caleiro”, Carlos Ferreira, e a vice-diretora Fátima Cristina foram procurados pelo Comércio e alegaram que não estavam autorizados a dar entrevistas. Funcionários da instituição disseram informalmente que não é possível abrir o portão mais cedo para a entrada dos alunos do período da tarde por falta de pessoal. Segundo eles, entre a saída e entrada dos estudantes, eles almoçam e precisam cuidar da manutenção das classes e não há pessoas para acompanhar quem tem acesso à escola.
Segundo os funcionários, 600 alunos estudam de manhã e 500 à tarde e ter um grupo tão grande de crianças e adolescentes dentro da escola por muito tempo antes do início das aulas seria uma responsabilidade a mais para a escola. “Muitos alunos chegam 30 minutos antes da aula, o que é muito tempo de espera”, disse um deles. Quem chega mais cedo pode aguardar no estacionamento em frente à escola.
O capitão Alexandre Wellington, comandante da 6ª Companhia da Polícia Militar, responsável pela área central, prometeu fazer uma análise criteriosa da situação na escola e tomar providências para prevenir problemas. “Nos causa estranheza essas queixas porque temos a ronda com motocicletas na área central onde justamente está localizada a escola, além da ronda escolar. Talvez sejam episódios esporádicos. De qualquer forma, vamos verificar os casos para efetivamente oferecer segurança aos alunos.”
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