São Vicente de Paulo nasceu no dia 24 de abril do ano 1581, em Pouy, Gascony, França. Quando menino, sua obrigação era cuidar do rebanho do sítio de seus pais. Foi estudar teologia em 1596, em Toulouse e ordenado padre aos 19 anos de idade, antes de se estabelecer em Paris, como capelão da rainha Margarida de Calois, por dois anos foi prisioneiro dos maometanos. Foi libertado pelo seu próprio dono, que ele converteu. Dedicou-se muito ao alívio material e espiritual dos ‘remadores’, isto é, dos homens tirados das prisões e condenados a remar nas galés. É extraordinária a ascensão que teve sobre a alta sociedade do seu tempo, do cardeal Richeliei à regente Ana da Austrália, ao próprio rei Luís XIII que no leito de morte o quis a seu lado. Ao temido Richelieu, o Senhor Vicente ousava gritar diante da miséria do povo: ‘Senhor, tende piedade de nós, dai-nos a paz’. Vicente obteve do regente o encargo de Ministro da Caridade, e organizou os auxílios aos pobres em escala nacional. Diziam que nas suas mãos passavam mais dinheiro que nas do ministro das Finanças. Mas no seu banco da CARIDADE, os capitais não paravam. Quatro são as instituições que fundou: A confraria das Damas de Caridade, os Servos dos Pobres, a Congregação dos Padres da Missão (lazaristas, aos quais confiou a dupla incumbência de contribuir para a formação dos futuros sacerdotes e de organizar pregações adequadas - as missões - especialmente para o povo da lavoura) e sobretudo, junto com Santa Luísa de Marilac fundou a congregação das Irmãs da Caridade ou Irmãs Vicentinas, tão conhecidas pelo apostolado que exercem em hospitais, asilos, orfanatos, manicômios etc.
Oração
Do serviço alegre
Deus, nosso Pai, vosso é o Espírito de liberdade e de libertação. Desatai hoje nossas mãos, e clareai nossa mente. Sensibilizai nossos corações, para que ajudemos, com alegria e abnegação, a implantar no mundo uma ordem social justa, em que o ser humano seja respeitado e possa viver com dignidade. Integrai nosso ser, anulai nossas divisões, favorecei-nos com o autoconhecimento, dai-nos o espírito de ternura e de compaixão. Ensinai a cada um de nós o respeito de si, a alegria e o prazer de olhar-se sem mágoa, sem medo, sem vexame, aceitando-se como se é, perdoando-se, reconciliando-se fazendo as pazes consigo mesmo. Assim, compreendendo a nós mesmos, possamos compreender os outros e aceitá-los como são. A vossa Palavra nos dê alento, ânimo alegre e generoso, para que unamos nossas forças à daqueles que, na dor e no sofrimento, enfrentando incompreensões, constroem a justiça e a verdade na terra. Com vossa ajuda podemos fazer infinitamente mais que quanto pedimos e entendemos.
Os Cinco Minutos dos Santos/ J. Alves.
São Paulo, Editora Ave-Maria.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.