Maria Aparecida Caetano Cabral trabalhou como vendedora durante anos, mas se afastou da profissão e passou a ser dona de casa. Porém, o sonho de ter o próprio negócio nunca a abandonou. Em 2009, ela teve uma ideia criativa e conseguiu realizar o desejo. Cida, como é conhecida, planejava montar uma copiadora e desistiu do projeto ao perceber que a concorrência era muito acirrada. Pensou em abrir uma loja de confecção infantil, mas o dinheiro que tinha era insuficiente. Foi folheando uma revista sobre empreendimento e negócios que surgiu a ideia de montar um brechó infantil.
A reportagem trazia uma entrevista com uma mãe que começou a vender as roupas das filhas e acabou montando um brechó. Depois de ler a matéria, Cida fez pesquisas sobre o assunto na internet, encontrou outras lojas desse tipo no País e viu que poderia ter sucesso se fizesse o mesmo. Aproveitou as economias de R$ 3 mil para comprar balcões, suportes para dependurar as roupas, banners para a fachada da loja e adquirir as primeiras mercadorias. O “Brechózinho Infantil” nasceu há quase três anos e hoje está na Vila Nova. “As crianças crescem num piscar de olhos e perdem muitas roupas. Às vezes nem dá tempo de usar... Sempre acreditei que iria dar certo, mas me surpreendi com a grande aceitação pelas pessoas.”
Cida estima estar com mais de cinco mil peças no brechó. E não apenas roupas. Era comum as clientes perguntarem se ela tinha carrinhos de bebês e berços para vender. Foi então que Cida teve um insight para ampliar o rol de produtos que vendia. Passou a comprar e revender carrinhos de bebê, cadeira de papinha, andadores, poltronas para carro, chiqueirinho, banheiras e até penicos. “As mães compram e usam pouco tempo. Muitas vezes ficam com as coisas encostadas em casa e vender ou comprar seminovo se tornam boas opções.”
Cida vende em média R$ 4 mil por mês, investe a maior parte em mais mercadorias e paga despesas como aluguel, energia elétrica e telefone. “Lucro mais ou menos R$ 1 mil por mês. Como dona de casa, não tinha renda alguma e é bom receber algum dinheiro.”
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