Um cachorro no lugar do irmãozinho


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POSSE RESPONSÁVEL - Jair adotou Belize para ensinar rensabilidades ao filho de 4 anos
POSSE RESPONSÁVEL - Jair adotou Belize para ensinar rensabilidades ao filho de 4 anos

“Quero um irmãozinho ou um cachorro.” Assim o tatuador Jair Dionísio, 40, foi abordado por seu filho de 4 anos. A escolha não foi muito difícil. Jair foi colaborador do grupo “Cão Que Mia” e ensinou e forneceu material para que os animais castrados fossem “tatuados”, como marca da operação. Por meio de Aleni Papacidero ficou sabendo que uma cachorra basset de dois meses estava disponível para adoção e levou-a para casa.

“É muito importante para ele (meu filho) aprender a ter responsabilidade. Ter noção que é ele que vai cuidar, limpar, alimentar. Tem que ensinar a ter amor pelo animal”, disse Jair.

A cadela Belize, nome dado por Jair, chegou assustando a família. Com fungos na barriga e crises convulsivas, a cadela precisou receber tratamento, mas já passa bem.

A casa do tatuador, no Jardim Guanabara, está em reformas. O filhote, por enquanto, está vivendo na casa de Mary Guimarães, 48, sogra de Jair, no Parque São Jorge. Mas lá Belize não é a única adotada. Ele divide espaço e atenções com a vira-lata Sushi. Com quatro anos, a cadela foi adotada por Dryelle Dionísio, esposa de Jair, e hoje é o xodó da família. “Ela só falta falar. É brava, é ciumenta, tudo é para ela”, diz Dryelle.

O construtor Israel de Oliveira Dias, 25, do Jardim Aeroporto II, também decidiu levar para a casa em que mora com a mulher e a filha de 6 anos um pinscher chamado Toni.

O cachorro é considerado um membro da família. “Eu tenho uma moto velha, ano 82. Basta eu passar na rua de trás de casa que só pelo barulho da moto ele sabe que eu estou chegando”, diz Israel.

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