Os calotes a financeiras de veículos registraram queda de 34,61% de janeiro a junho deste ano. Os dados levantados pela Acif (Associação da Indústria e Comércio) junto ao Cartório Distribuidor mostram que houve redução nas buscas e apreensões de veículos em 2011 em comparação com o mesmo período de 2010. Foram 442 ações neste ano, ante as 676 do ano passado.
Se comparados os dados dos últimos três anos, a queda é ainda maior. Nos seis primeiros meses 2009, por exemplo, 926 pessoas deixaram de pagar o financiamento de seus veículos e tiveram o mandado de busca protocolado no cartório. Em relação aos dados atuais a queda é de 52,27%.
Para Antônio Vicente Golfeto, consultor de economia da Acif, a baixa na inadimplência é resultado de uma economia sadia. Ele citou três exemplos: a renda maior do francano, que com os dissídios coletivos teve um ganho acima da inflação do período; os empregos criados - Franca está entre as cidades que mais geram empregos no país - e a iniciativa de fomento dos negócios pelos empresários. “Esses três pontos mostram que a renda aumentou e as pessoas estão saldando seus compromissos”, disse Golfeto.
ALUGUEL
Os francanos também estão mais pontuais quando o assunto é aluguel. De acordo com os dados da Acif, houve queda nas ações de despejo por falta de pagamentos nos seis primeiros meses de 2011 em relação ao mesmo período dos dois anos anteriores. Foram 281 ações em 2009; outras 256 em 2010 e 233 neste ano. Resultado: 8,98% menos inquilinos tiveram, neste ano, problemas com o dono do imóvel a ponto de demandar ações de despejo.
A pontualidade do francano ao pagar seu aluguel, segundo o economista Vicente Golfeto, também é reflexo dos três itens citados anteriormente.
NA CONTRAMÃO
Enquanto os setores de veículos e imóveis registram queda na inadimplência, o comércio varejista vê crescer o número de clientes que não pagam suas dívidas. Matéria publicada pelo Comércio no último dia 17 mostra que cresceu 7,61% a lista de nomes registrados no SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) de janeiro a agosto. Pelo menos 46,7 mil pessoas tiveram os nomes incluídos no SCPC este ano.
Inadimplência também foi verificada pela Acif nas empresas no que se refere às ações fiscais.

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