O Brasil é o país que tem a maior diversidade de espécies animais e vegetais do planeta. Como nosso território é extenso (o 5º maior do mundo), temos diferentes tipos de vegetações e de climas e isso faz com que encontremos árvores e bichos das mais variadas formas, espalhados por todo o solo brasileiro. O problema é que essa biodiversidade está desaparecendo a cada dia por ações de seres humanos, que, ambiciosos, querem ampliar o espaço urbano e ganhar di-nheiro rápido com os recursos fornecidos pela natureza, como a madeira, que vem das árvores, e a água.
O maior perigo em explorar os bens naturais que temos é a não reposição deles. Alguém que produz papel e precisa cortar árvores para fazer seu produto, por exemplo, precisa plantar pelo menos duas no lugar de cada uma das que foram derrubadas. Assim, as árvores vão se recompondo aos poucos para poderem nos oferecer uma boa sombra e continuarem servindo de morada para vários animais que dependem dela. Afinal de contas, onde os passarinhos construirão seus ninhos se não houver árvores para que fiquem em paz? Onde os macaqui-nhos da floresta poderão se dependurar e se divertir, senão debaixo de uma árvore? É por isso que o desmatamento é um assunto tão discutido nos dias atuais.
O desmatamento é entendido como a destruição das áreas verdes desencadeada pela ação humana. Essa destruição começou a aparecer no Brasil por volta de 1500, quando os portugueses chegaram ao nosso país e resolveram aproveitar as riquezas da nossa natureza, em especial, o Pau Brasil, uma árvore muito comum em nosso litoral cuja matéria prima passou a ser utilizada na Europa para a confecção de móveis, produção de tintura de tecido e para a fabricação de instrumentos musicais. Hoje, a Mata Atlântica, que cobria toda a região brasileira mais próxima do mar, representa apenas 9% do total do qual dispunha há mais de 500 anos.
Na floresta Amazônica, que fica ao norte do Brasil, a questão também é séria. No ano de 2000, um relatório divulgado pela WWF, uma Organização Não Governamental (ONG) dedicada ao estudo e à preservação do meio ambiente, apontou que o desmatamento na Amazônia já atinge 13% de sua cobertura original.
Com a intensificação desse desmatamento, os solos brasileiros tendem a enfraquecer e isso pode incidir até mesmo na formação de desertos. A questão é tão séria que no sertão nordestino e no estado do Tocantins, por exemplo, esse processo de desertificação já está acontecendo ao longo das últimas décadas.
Ciente do problema, várias instituições têm trabalhado para amenizá-lo. Em todo o Brasil, são rea-lizadas inúmeras campa-nhas para o reflorestamento de áreas desmatadas e para a arborização de meios urbanos. Ao que parece, as pessoas estão percebendo cada vez mais o quanto as árvores nos fazem falta.
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