Órgão do governo estadual aponta problemas em 11 museus da região


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ACESSIBILIDADE - Com dois andares, o prédio do Museu Municipal de Franca precisa adaptar sistema de acesso a deficientes
ACESSIBILIDADE - Com dois andares, o prédio do Museu Municipal de Franca precisa adaptar sistema de acesso a deficientes

Levantamento inédito feito em 2010 pelo Sisem (Sistema Estadual de Museus), órgão ligado à Secretaria Estadual de Cultura, expôs problemas em onze museus da região. Instalados em oito cidades diferentes, todos têm ao menos um problema (veja mais no quadro). São situações que vão da falta de acessibilidade à política de conservação - esta considerada falta grave porque coloca em risco a história das cidades.

Com exceção ao Museu Casa de Portinari, em Brodowski, administrado pela Secretaria de Estado da Cultura, as demais instituições são mantidas pelas prefeituras municipais. Em Franca, o estudo apontou problemas nas três unidades: Museu Histórico, Pinacoteca e Museu da Imagem e do Som.

Com maior volume de peças, o Museu Histórico “José Chiachiri” é, também, o que tem mais irregularidades na cidade. Faltam, segundo Sisem, políticas de conservação, reservas técnicas - peças extras para serem expostas temporariamente - e acessos para deficientes físicos.

A direção do museu vem tentando resolver parte dos problemas. “Já temos um projeto para implantar um elevador na área interna, o que resolveria a questão da acessibilidade. Mas um setor de restauro dos objetos realmente não temos. O que procuramos fazer é mantê-los limpos e na vitrine”, disse a diretora Margarida Pansani.

Em Pedregulho, a carência do Museu Municipal é de um espaço maior para reserva técnica e a falta de climatização. Neste último caso, a secretária de Cultura e responsável pela instituição, Nilbe Vilela, não vê problemas. “Um museu não pode ser climatizado porque senão vai estragar os documentos antigos. Inclusive, até a luz, dependendo do horário, precisa ser apagada. Nós até colocamos insulfilme nas portas para evitar claridade e o consequente desgaste dos objetos”, disse.

Um dos projetos que devem ser desenvolvidos pelo museu de Pedregulho é a implantação do acervo virtual. A intenção, de acordo com Nilbe, é colocá-lo em funcionamento a partir de fevereiro de 2012.

CASA DE PORTINARI
O Museu Casa de Portinari é um dos mais completos na região, segundo o levantamento. Mas, ainda assim, apresenta alguns problemas como falta de climatização e reserva técnica. Com um acervo de 620 peças, a instituição é visitada por mais de 8 mil pessoas por mês - uma média de 260 por dia. Administrado pela Secretaria de Estado da Cultura, ele é o segundo da região que conta com acervo virtual. O outro é o MIS (Museu da Imagem e do Som) de Franca.


 

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