Aeroporto de Franca é cotado para a Copa de 2014


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SEM VOOS - O Aeroporto de Franca, desativado há quase três anos, pode se tornar sede da Fifa no interior de São Paulo
SEM VOOS - O Aeroporto de Franca, desativado há quase três anos, pode se tornar sede da Fifa no interior de São Paulo

Desativado há quase três anos, o Aeroporto de Franca “Tenente Lund Presotto” pode voltar a receber voos de grande porte. A Fifa (Federação Internacional de Futebol) está analisando as instalações do local para ver se são adequadas para o uso exclusivo da entidade no interior de São Paulo durante os 40 dias da Copa de 2014. A informação é do secretário municipal de Desenvolvimento, Alexandre Ferreira.

No início do ano passado, Franca se candidatou para ser uma das cidades do Estado de São Paulo a receber e hospedar seleções que disputarão o mundial. O município chegou a figurar no guia “Cidade Base - O potencial do Estado de São Paulo para sediar centros de treinamento de seleções”, uma espécie de revista organizada pelo Comitê Paulista para a Copa. Mas acabou sendo desclassificado. “Há cerca de seis meses, recebemos a notícia de que Franca teria poucas chances de receber alguma seleção. Os principais empecilhos foram a falta de um hotel cinco estrelas e de uma academia moderna com aparelhos de última geração para atender à necessidade dos atletas”, explicou o secretário.

Agora há cerca de dois meses, a Fifa voltou a procurar o município interessada em detalhes sobre seu aeroporto. “Fomos nos inteirar e descobrimos que a Federação vai precisar de um aeroporto para seu uso exclusivo durante a Copa. Montamos o projeto e encaminhamos para o Comitê Paulista. Estamos aguardando uma resposta”, disse.

Segundo Alexandre Ferreira, entre os quesitos que estão sendo analisados pela Fifa estão: a capacidade do aeroporto (é preciso que ele esteja apto a receber aeronaves de grande porte), a disponibilidade para uso exclusivo (se ele tem ou não voos comerciais), a distância para as cidades sedes e a atual situação das instalações. “Temos todos os requisitos. Nosso aeroporto está desativado para voos comerciais e tem, sim, condição de receber grandes aeronaves com até 120 passageiros. Agora não depende mais de nós. A decisão é da Fifa.”

Se o projeto de Franca for aprovado, o Aeroporto será usado como uma espécie de entreposto, para distribuição de material, pessoal e equipamentos, por conta disso precisará passar por pequenas reformas. “São coisas fáceis de resolver como a construção de novas áreas de depósito e melhorias no saguão. Se recebermos o ‘ok’, vamos atrás de parcerias para as obras. A ideia é de que Franca receba as grandes aeronaves e daqui a Fifa faça a distribuição dos materiais para outras cidades com aviões menores.”

O secretário de Desenvolvimento disse que, além de Franca, também estão interessadas em servir como aeroporto exclusivo as cidades de Araraquara e Barretos. Segundo ele, contra a primeira pesa a estrutura deficitária e contra a segunda, a existência de voos comerciais.

O Comércio procurou o Comitê Organizador da Copa 2014 da Fifa, instalado no Rio de Janeiro, para saber detalhes e prazos do processo de análise do aeroporto, mas até o início da noite de ontem a entidade não havia respondido às ligações e ao e-mail encaminhado pelo jornal.
 

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