O cenário político de Franca apresentará relevante movimentação nos próximos dias. O presidente da Câmara, Marco Antônio Garcia, terceiro na hierarquia do poder público municipal, anunciará até o fim da semana que deixará o PP. É provável que ele deva migrar para o PPS. Outra alternativa é o PSDB do prefeito Sidnei Rocha. Garcia avalia que o PP ficou enfraquecido e que terá dificuldades nas próximos eleições. Com a decisão de se desfiliar, o vereador terá de conviver com o risco de perder o mandato.
Marco Garcia foi o sexto vereador mais votado em 2008 ao ter o nome escolhido por 3.172 eleitores. Em dezembro do ano passado, foi eleito pela primeira vez para a presidência da Câmara. Integra a bancada governista e tem livre trânsito com o prefeito Sidnei Rocha. Na Câmara, é conhecido pelas opiniões firmes e contundentes. Chegou a ser alvo de processo administrativo interno por dizer que alguns vereadores deveriam pagar para trabalhar.
Agora, enfrentará nova polêmica ao afrontar a executiva municipal PP, partido pelo qual foi eleito e, em tese, é dono de seu mandado. O rompimento com a legenda é reflexo da intervenção do diretório estadual, ocorrida em julho, que destituiu João Marcos Rodrigues e conduziu Graciela Ambrósio à presidência. O relacionamento entre Marco e a delegada é conflituoso.
A motivação para sua saída é a debandada de filiados que se deu após a intervenção. Entre os que saíram estão os secretários municipais Alexandre Ferreira e Valéria Marson. Os vereadores Laércinho e Oscar Mercuri também cogitam a possibilidade de tomar idêntica decisão. “Não tenho visto nenhuma movimentação de novos filiados. Se eu for candidato, sairei para vencer, mas pelo PP será difícil, pois não teremos sustentação. O partido enfraqueceu e não tem nomes que possam ajudar a fazer quatro, cinco vereadores”.
O prefeito Sidnei Rocha e o deputado Roberto Engler abriram as portas do ninho tucano para Marco Garcia. Outra opção é o PPS, que deverá abrigar a maior parte dos dissidentes do PP. “Pela lealdade que tenho ao prefeito, estarei em um partido que dá sustentação ao seu governo”.
A executiva municipal do PP trabalha com a possibilidade de perder os vereadores. Já tem pronto o processo para pedir o mandato na Justiça por infidelidade partidária. Marco Garcia afirmou que está disposto a correr o risco. “Vou brigar na Justiça até as últimas consequências. O mandato é do partido, mas quem correu atrás e conseguiu os votos sou eu. Sei do risco, mas não tenho medo”. Laercinho e Oscar Mercuri disseram que só vão decidir se saem do PP no fim do mês.
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