Com a PM voltada para a prevenção, o 2º Distrito Policial, responsável pela área onde atuam os travestis, apura as ocorrências registradas ao longo do mês de agosto e o início de setembro, período com o maior número de incidentes. Dois casos de agressão com faca contra um mesmo travesti e uma briga entre os homossexuais, seguida de danos contra o veículo de um deles, estão entre os boletins registrados.
Outra investigação paralela tenta identificar as pessoas que estão explorando a prostituição nos locais que os travestis frequentam. Apesar da “lei do silêncio”, a polícia apurou que a área vem sendo disputada por dois grupos. Os integrantes de um grupo não permitem que os que fazem parte do outro atuem sem que eles tenham compensação financeira.
O delegado João Walter Tostes Garcia, do 2º Distrito Policial, está empenhado na identificação dos grupos. “Os travestis realmente, em alguns casos, praticam atentado ao pudor. Eles não podem ficar sem roupa, fazendo gestos obscenos. Mas eles também têm o direito constitucional de ir e vir, são cidadãos livres. No entanto, quem explora a prostituição está incorrendo em crime e deve responder pelos seus atos.”
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