Violência cresce e polícia mira ação de travestis no Jardim Integração


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Ponto - Travesti durante a madrugada do último sábado em rua do bairro Jardim Integração
Ponto - Travesti durante a madrugada do último sábado em rua do bairro Jardim Integração

A presença dos travestis nos bairros Jardim Integração, Vila Chico Júlio e Estação está sendo acompanhada pela Polícia Militar e sob investigação do 2º Distrito Policial. Reclamações de moradores e comerciantes da área, que denunciam atentados ao pudor, casos de agressões, roubos e porte de arma branca, levaram as autoridades de segurança pública a adotarem medidas preventivas. A PM realiza o trabalho de averiguação e orientação. A Polícia Civil investiga denúncias de exploração da prostituição.

“Foram vários os fatores que nos levaram a agir nestes locais. Brigas e roubos foram constatados. Recentemente, um cliente agrediu um travesti com facada. O mesmo rapaz, depois de alguns dias, foi agredido com outra facada por um colega. Devidos a estes problemas, nós começamos este trabalho”, disse o tenente Waltercir da Silva Marques, comandante da 5ª Companhia da PM, responsável pelo policiamento preventivo da área. O oficial relatou ainda que a maioria dos travestis anda armada com faca e até garrafas que, depois de quebradas, viram armas. “Além disso, ocorreram reclamações referentes a atos obscenos, como praticar sexo em locais escuros e até em alpendres e corredores de residências.”

O trabalho policial militar consiste em fazer a abordagem dos travestis e dos clientes com motos, carros, bicicletas e até a pé. O objetivo é verificar se estas pessoas estão armadas, portando objetos ilícitos ou drogas. Em casos positivos, o policial toma as providências que o caso exige. “Com a abordagem, verificamos os dados das pessoas e pesquisamos seus antecedentes criminais. Há poucos dias fizemos a abordagem de uma mulher que constava como procurada pela Justiça. Do início da nossa ação até agora não houve registro de problema”, lembrou o comandante da 5ª Companhia, para quem era preciso agir devido às inúmeras reclamações.

Ao ser lembrado que a prostituição não é crime, o tenente Waltercir concordou, citou a Constituição Federal e voltou a reiterar que a atuação da PM se deve aos fatos que ocorreram. “A nossa atuação é devido ao que nós já citamos. Nós temos total respeito à condição deles de homossexuais. Respeitamos o direito e ir e vir da população. Nós só não vamos permitir que delitos sejam cometidos por estas pessoas ou qualquer outra.”

As próximas ações da PM, de acordo com o oficial, é tentar coibir a prostituição, agindo sobre quem a incentiva. Ele lembrou que o favorecimento à prostituição é crime, e quem tem lucro com ela, como cobrar pela exploração de uma área, pode responder criminalmente. “Toda vez que se fala em prostituição, tem sempre alguém que coordena, tem sempre alguém que define locais. Nós temos informações sigilosas sobre o tema que serão repassadas à Polícia Civil”. 
 

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