O prefeito de Patrocínio Paulista, José Mauro Barcelos, abriu mão do direito de recorrer da expulsão do PT. Mesmo com condições de tentar reverter a situação, ele admitiu que não quer fazer parte da legenda. E mais: confirmou sua intenção de filiar-se ao PSDB, maior rival do PT na cidade, assim como em nível nacional. Conflitos internos com o diretório, com vereadores da base e com o vice-prefeito, Mauro Ferreira (PT), afastaram Barcelos dos militantes. No ano passado, ele chegou a apoiar políticos de outros partidos durante a campanha eleitoral e tem sido visto com frequência ao lado dos tucanos. “O PT está excluído da minha vida”, disse o prefeito.
Barcelos havia sido expulso do PT pelo diretório municipal em março deste ano por infidelidade partidária. Recorreu uma vez, alegando que o processo não havia sido feito de acordo com Estatuto. O diretório estadual acatou seu pedido e avisou ao representante local que montasse uma comissão de ética, ouvisse testemunhas e, aí sim, decidisse se caberia a expulsão. Isso foi feito. No mês passado, a comissão formada por filiados decidiu que Barcelos teria de deixar a legenda. O prefeito tinha um prazo de dez dias para recorrer, mas não o fez.
Com esse desfecho, a filiação de Barcelos ao PSDB deve ser questão de dias. “Tenho convites de vários partidos, mas vi que o PSDB tem uma política séria, que tem um pessoal de melhor qualificação, capacitação - tanto que o PT no governo do Lula chamou várias pessoas de outros partidos porque ele não tinha pessoas qualificadas.”
TRAJETÓRIA
Barcelos filiou-se ao PT em 1999 e, um ano depois, disputou a prefeitura. Perdeu a eleição, mas não desistiu. Em 2004 conseguiu se eleger e, em 2008, conquistou a reeleição. Foi a partir daí que a relação do prefeito com o partido começou a estremecer. Ele chegou a demitir filiados do PT alegando que eles não queriam trabalhar. Também rompeu com a base de vereadores na Câmara e com seu vice. “Ele (o vice) articulou com vereadores que começaram a fazer oposição aos meus projetos. Temos que trabalhar para o povo e não contra o povo”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.