Cirurgias em animais de pequeno e grande porte têm sido cada vez mais frequentes em Franca. Em cinco clínicas consultadas pela reportagem, neste ano foram realizadas no total mais de 300 cirurgias, de cachorros a cavalos. Cerca de 80 por mês. No ano passado, o número foi de 60 cirurgias mensais. Médicos veterinários atribuem esse aumento ao cuidado que os donos têm tido com seus bichos. Segundo os profissionais, os proprietários estão mais esclarecidos e, de forma preventiva, levam seus animais para uma consulta onde é possível fazer a intervenção cirúrgica e salvar o animal, caso seja necessário.
Cães e gatos são os animais de pequeno porte mais operados nas clínicas da cidade. Os procedimentos cirúrgicos mais comuns nesses animais incluem castrações, retirada de tumores, infecção de útero e correções de fraturas nas patas e na coluna. Em grandes animais, as cirurgias das articulações e do sistema digestivo são as mais realizadas (Leia mais nesta página).
Segundo a veterinária e professora universitária Thaís de Paula Seixas, as cirurgias são feitas em situações diversas. “O que percebemos é que cada vez mais os proprietários de animais estão preocupados com seu bichos. Mas há sim as cirurgias de urgência e que mesmo o animal está sendo monitorado, pode apresentar alguma dor e precisar de fazer uma cirurgia.”
Segundo a professora Thaís, após a avaliação clínica e cirúrgica, o animal pode ser internado se houver necessidade. Geralmente, as cirurgias são agendadas e os animais podem esperar pelo dia em casa. Em casos de cirurgias de emergência, como cesarianas, atropelamentos e cólicas, o animal é encaminhado para o procedimento cirúrgico no mesmo dia. Há cirurgias que necessitam de internação depois, mas há casos em que a recuperação é feita em casa.
Sandra Ferreira Martins, 38, descobriu há cinco dias que sua cadela Tetê está com problema de coluna. A cadela da raça Dachshund (conhecida como salsicha), está com quatro anos. A cirurgia aconteceu na última terça-feira em uma clínica da cidade. “Se eu não tivesse percebido e levado ao veterinário a tempo ela poderia ter deixado de andar. Com a cirurgia, deu tudo certo e não tenho o que me preocupar agora.”
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