Laboratório das Artes sedia mostra ‘Paisagens 80-90’


| Tempo de leitura: 2 min
Arte no metal  Exposição de Geraldo Lara reúne 30 gravuras com ilustrações de paisagens visitadas pelo artista
Arte no metal Exposição de Geraldo Lara reúne 30 gravuras com ilustrações de paisagens visitadas pelo artista

As paisagens reproduzidas pelo artista plástico Geraldo Lara nas décadas de 80 e 90 são expostas em gravuras na mostra Paisagens 80-90, que será inaugurada hoje, às 20 horas, no Laboratório das Artes (Rua Cuba, nº 1099). São 30 gravuras em metal produzidas através das técnicas de água forte (gravação de linhas com o uso de ácidos), água tinta (processo de gravação de manchas e tons) e ponta seca (agulha de aço para gravação de linhas direto no metal), originárias de desenhos de observação feitos pelo artista.

De acordo com Lara, os locais retratados fazem parte de momentos de sua vida, como viagens, passeios ou até mesmo lugares que despertavam o interesse do artista em algum aspecto. “Os desenhos que viraram gravura foram todos feitos in loco. Há histórias engraçadas nesse contexto. Uma das gravuras, por exemplo, intitulada Mata Atlântica, eu conversei com um pescador e ele me transportou em uma canoa durante quatro dias. Sempre no mesmo horário, me levava ao mesmo local, e no meio do rio eu desenhava durante duas horas”, comenta.

A escolha pelas gravuras em metal veio da época em que Lara estudou na Fundação de Arte de Ouro Preto, entre os anos de 1982 e 1987. “É uma técnica que eu aprendi em Ouro Preto e me apaixonei. A grande vantagem da gravura em metal é a possibilidade de reprodução de uma mesma imagem. Você tem um alcance maior desse trabalho. Ela é bem popular nesse sentido”, diz.

Professor universitário em Franca há cerca de dez anos, Lara diz ter vontade de produzir gravuras no município. “Nessa exposição não há gravuras de Franca, porque na época eu não frequentava a cidade. Mas existe um projeto para o futuro de desenhar alguns locais no município, porque Franca agora faz parte da minha vida”, afirma. O artista plástico também espera que a exposição desperte no público a curiosidade de saber mais sobre a técnica da gravura. “É um processo lento, leva de três a quatro meses para cada obra ficar pronta. É uma técnica que nasceu no século XIV, na época da Renascença. Os materiais são novos, mas a técnica continua na mesma”, diz.

A exposição acontece até o dia 7 de outubro, com visitações de segunda à sexta-feira, das 10 às 12 horas e das 14 às 17 horas. A entrada é Franca.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários