A Polícia Civil através da DIG (Delegacia Investigações Gerais) desarticulou um grupo especializado em furto, receptação e desmanche de veículos furtados. Cinco pessoas foram presas, duas delas consideraras líderes do bando e um terceiro, suspeito de financiar a atividade ilegal. De acordo com os agentes, o trabalho de investigação durou mais de um mês e os levou a um desmanche de veículos usado pelos criminosos como fachada. Dois carros foram apreendidos no local. Uma caminhonete recém-furtada também foi recuperada pelos policiais. O veículo estava na garagem da casa de um dos acusados. A prisão do bando aconteceu na noite de quarta-feira e avançou à madrugada do dia seguinte.
Os donos do desmanche localizado na Avenida Brasil, Fransérgio Barsanulfo Lopes, 29, e Ronan Lourenço de Oliveira, 39, são suspeitos de comprar peças de carros roubados.
Ligado a eles, aparece o empresário Sezinaldo Martins da Costa, 37 anos, que, segundo o delegado Márcio Murari, financiava o crime. Ainda de acordo com o delegado, Costa é suspeito de comprar carros em leilões para misturá-los aos veículos de origem ilícita e também de emprestar dinheiro para que os donos do desmanche comprassem as peças furtadas. “Descobrimos que uma caminhonete D-20 foi furtada recentemente e eles a esconderam na casa de um dos comerciantes. Nesta investigação localizamos quem havia furtado o veículo, que negociou com o trio. Eles também faziam negociações com outros ladrões de carros que já estamos investigando”, disse Murari.
A caminhonete furtada foi localizada na casa de Ronan, na Vila São Sebastião. Na operação, os policiais também prenderam Thiago de Oliveira Elias, 23, suspeito de desmanchar os carros furtados e Clayton Martins de Lima, 28, integrante do grupo e encarregado de furtar os veículos. Segundo a polícia, foi ele quem furtou a D-20 e a negociou com os donos do desmanche. “Fechamos o ciclo de investigações em torno dessas cinco pessoas. Todas foram presas na ação que desenvolvemos em vários bairros. Eles foram indiciados nos crimes de receptação qualificada e formação de quadrilha. Acreditamos que tenham mais pessoas envolvidas que serão indiciadas no inquérito”, disse o delegado.
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