Aumento de vagas na Câmara não deverá ser aprovado. E por culpa dos vereadores
É hoje. Os vereadores vão se reunir para tentar ampliar o número de vagas na Câmara. Como a coluna antecipou em julho, a estratégia encontrada foi inserir a indigesta proposta na reforma da Lei Orgânica. Ao misturar o artigo que prevê o reajuste entre outras 98 sugestões, a intenção era amenizar a repercussão negativa. Não quero ser estraga-prazeres mas, se houvesse uma bolsa de aposta, cravaria que o aumento de cadeiras não passará. E por culpa dos próprios vereadores.
Na série de reuniões a portas fechadas que fizeram, ficou combinado entre eles que, no projeto de revisão da lei, seria fixado em 23 o número de cadeiras. Depois, votariam em plenário a “redução” para 21. Plano perfeito. Haveria os votos necessários.
Acontece que se esqueceram de combinar quem apresentaria a emenda fixando em 21. O prazo venceu e ninguém apresentou. Desta maneira, não há meio termo. É 8 ou 80. Ou melhor, 15 ou 23. Como não foi dada uma alternativa, o presidente Marco Garcia (PP), que votaria nos 21, garantiu que votará pela manutenção dos 15. O voto dele era decisivo para a aprovação. Também devem se posicionar contra Marcelo Valim (PSDB), Graciela Ambrósio (PP), Vanderlei Tristão (PTB), Joaquim Ribeiro (PSB) e Paulo Zamikhowsky (PSB). Laércinho (PP) está em São Paulo e não deverá participar da sessão. Desta maneira, os dez votos necessários para a aprovação não devem ser alcançados.
É BOM FICAR DE OLHO
O desespero em aprovar o aumento de vereadores vai provocar um desgaste desnecessário à Câmara. Após o presidente Marco Garcia (PP) ter afirmado em entrevistas gravadas que nenhum vereador apresentou emenda fixando o número de vagas em 21, no fim da tarde de ontem, quase 30 horas após o fim do prazo, surgiu a informação de que a tal emenda teria, sim, sido protocolada a tempo. Seria iniciativa de Jépy Pereira (PSDB), mas o assessor dele só a entregou ontem. Jépy está afastado da Câmara por problemas de saúde. Vereadores contrários avaliaram a história como, no mínimo, estranha. Vanderlei Tristão (PTB) ficou revoltado e disse que vai fazer barulho e requisitar uma perícia.
LEMBRETE
Em maio, durante a votação de um veto proposto pelo prefeito, o painel eletrônico registrou o voto de Graciela Ambrósio (PP) como sendo “não”. Assim sendo, a vereadora que faz oposição sistemática ao governo, estaria seguindo a decisão de Sidnei Rocha (PSDB). Ao perceber, ela se levantou e disse que alguém teria votado em seu lugar. Por acreditar que algum companheiro tenha usado sua senha, a delegada trocou os números. Até hoje o caso não foi bem esclarecido.
ORIENTAÇÃO DESCUMPRIDA
Jépy Pereira, autor da suposta emenda que eleva para 21 o número de vereadores, poderá enfrentar problemas dentro do PSDB se votar ‘sim’. A Executiva Estadual do partido enviou carta a todos os presidentes de diretórios municipais e aos mais de 1.100 vereadores da legenda informando o posicionamento contrário. Para o PSDB paulista, o aumento geraria apenas a elevação dos gastos municipais com as Casas Legislativas.
TUCANATO
Durante entrega do Título de Cidadão Francano a Edvaldo Costa, sexta-feira, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) lançou o homenageado, seu assessor legislativo, como candidato a prefeito em Cristais Paulista. Edvaldo não abre mão de disputar a Prefeitura. Se não der pelo PSDB, ele sairá do partido onde está há 22 anos e deverá migrar até o fim do mês para o PMN.
ELEITORES EM EXCESSO
O presidente do diretório municipal do PT em Jeriquara, José Arquias Ferreira Alves, ingressou com um pedido de revisão eleitoral no TSE. O município de 3.168 habitantes tem 3.261 eleitores. São 93 votantes a mais de que todos os moradores, incluindo as crianças e os idosos que não votam. Em 2008, o número de eleitores a mais era 147.
XERIFE
O Delegado Seccional de Franca, Marcelo Caleiro, garantiu durante a festa do Top Franca que não pretende mais se candidatar a vereador. Agora, em relação à Prefeitura, ele admite a possibilidade de disputar a sucessão de Sidnei Rocha (PSDB) pelo PMDB caso obtenha apoio. Seu colega Daniel Radaelli deverá sair a vereador pela legenda.
SUGESTÃO
Já que o deputado Ubiali (PSB) apresentou proposta para regulamenar a guarda de animais em caso de separação, prevendo guarda compartilhada e períodos de visita predefinidos, bem que ele poderia aproveitar e inserir no projeto a obrigação de pagar a pensão alimentícia. Aliviaria o custo com ração e banho no pet.
Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br
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