Desde o dia 1º deste mês, Franca vem registrando aumentos nos preços de produtos importantes para o orçamento da população. E mais reajustes estão previstos. A partir de amanhã as contas de água da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) ficam 6,83% mais caras e a taxa mínima de consumo passa a ser de R$ 27,30. Os preços do gás de cozinha e das carnes também subiram pelo menos 5%. Os combustíveis, que sofreram aumento de até 11% no fim de agosto, mantiveram-se caros.
O aumento na tarifa de água e esgoto foi autorizado pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento Básico e Energia do Estado de São Paulo). A tarifa social, benefício dado a famílias que tenham renda menor de três salários mínimos por pessoa e residam em um imóvel com área de até 60 m2, também sofreu alteração. O valor cobrado, que era de R$ 8,66, foi aumentado para R$ 9,25. O gerente distrital da Sabesp, Rui Engrácia Garcia Caluz, afirmou que o acréscimo está abaixo dos índices inflacionários de 7%.
Para o economista Hélio Braga Filho, essas alterações de valores, principalmente em produtos essenciais como o água e os combustíveis, afetam principalmente as famílias com renda média-baixa. Ele explica que forma-se uma cadeia e outros produtos sofrem inflação consequentemente. “Aumenta o preço do combustível, aumenta o preço do transporte e encarece o custo de outros produtos.”
MAIS AUMENTOS
O Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) anunciou que a partir do dia 1º deste mês, o gás sofreria pelo menos 7% de reajuste. Passaram-se sete dias e os depósitos de Franca já sentem queda nas vendas.
De três empresas consultadas pelo Comércio, duas já alteraram seus preços em R$ 1 ou R$ 2. No depósito de gás Progresso, o proprietário Lucas Roberto de Almeida Botelho já encontrou um acréscimo de R$ 3 para o preço de compra. Seu preço, que variava entre R$ 38 e R$ 40 com possíveis negociações, agora tem R$ 41 como valor fixo. “Só nessa semana eu perdi cerca de 15 ligações por dia.”
Gilmar Rosa Proença, proprietário do depósito Lumigaz Brasil, ainda não alterou seu preço, pois está vendendo botijões que estavam no estoque, mas o aumento será inevitável. “A partir da semana que vem vai custar R$ 40”, avisou. Em outro depósito, o botijão que variava entre R$ 38 e R$ 40, agora só pode ser vendido, no mínimo, por R$ 39.
Nos açougues, mais reajustes. Em pelo menos três estabelecimentos consultados pelo Comércio, o aumento varia entre 6% e 12%. Cledison José de Oliveira, proprietário do Oliveira Beef Shop, diz que encontrou um aumento de 9% nas distribuidoras, porém, repassou apenas 5% para os consumidores, para que o acréscimo não fosse tão sentido. Segundo Hélio Braga, no caso das carnes, há um problema de demanda, já que o Brasil exporta muito e tem também que suprir seu mercado interno. “Nós temos uma demanda externa muito forte, principalmente puxada pela Índia e pela China”, disse.
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