Morreu o professor Chóla, dos áureos tempos do IETC


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O professor Sebastião “Chóla” foi sepultado em primeiro de setembro, no Cemitério da Saudade
O professor Sebastião “Chóla” foi sepultado em primeiro de setembro, no Cemitério da Saudade

Morreu em 31 de agosto no Hospital da Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto (SP), de complicações de saúde próprias da idade – 86 anos – e que o conduziram a choque séptico, o professor Antônio Sebastião Barbosa, conhecido Chóla, que por muitos anos lecionou Ciências e Química na Escola Estadual “Torquato Caleiro”, de Franca, o IETC da época.

Era natural de Restinga (SP), filho do casal de agricultores Odorico Barbosa e Brazilina do Couto Rosa Barbosa e irmão de Laércio; Benedita, bibliotecária do IETC; Amélio, médico; Maria Amélia – Tainha – ela que também atuou naquela escola por anos, como assistente do laboratório de Química; e Maria Helena, professora de Educação Física, ex-atleta de basquete e incentivadora, ao lado de Pedroca – ambos contemporâneos – de memoráveis desfiles comemorativos da Semana da Pátria e formação de equipes para Jogos Colegiais, Regionais e Abertos do Interior.

Chóla foi um professor dedicado, competente e referencial. Suas aulas de Ciências para o ensino fundamental e de Química, no ensino médio, ainda hoje são tidas como exemplares. Garantiram aos seus alunos da época vencerem difíceis exames vestibulares em algumas das mais disputadas faculdades brasileiras, mesmo sem cursinhos preparatórios. Este reconhecimento norteou grande parte dos comentários dentre ex-alunos seus, hoje profissionais respeitados em várias áreas da atividade francana e regional.

Esportista, jogou basquete na década de 40 em equipes representativas da cidade. Formou-se engenheiro químico na Faculdade Nacional de Química do Rio de Janeiro e, voltando a Franca, dedicou-se ao ensino. Aqui conheceu sua mulher, Maria Lúcia Sandoval Ribeiro, irmã do ex-prefeito Maurício Sandoval Ribeiro, formando família com 4 filhos (Cláudia, cirurgiã-plástica do Hospital Regional de Franca; Claisen, advogado, casado com Leila; Nelson, engenheiro civil e músico, residente em São Paulo; Kátia, administradora de empresas, residente em Ribeirão Preto), e 2 netos, João Vitor e Pedro Luz.

Prestou concurso de remoção, foi aprovado em primeiro lugar e escolheu seguir a vida docente no Instituto de Educação “Otoniel Mota’, de Ribeirão Preto, onde trabalhou até à aposentadoria, sempre lecionando Química. Naquela cidade, deu aulas também na Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo.

Segundo contou Maurício Sandoval Ribeiro, Sebastião foi um dos fundadores e idealizadores da Usina de Laticínios Jussara, em Franca, ressaltando o “perfil alegre, sincero e de bom coração que lhe garantiu vasta e sincera rede de amizades”. O velório aconteceu no São Vicente de Paulo, seguido de sepultamento no Cemitério da Saudade, dia primeiro de setembro.

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