A conclusão desta estatística é um fato lamentável! Quantas famílias destruídas, quantos sonhos interrompidos, quantos inícios sem fim? Até quando essas estatísticas vão subir? Vão até que paremos de culpar o próximo e comecemos a nos culpar. Devemos, primeiramente, fazer nossa parte. Prudência não é favor, mas sim, obrigação! Devemos ter ciência de que o trânsito tende a ficar cada dia pior. A facilidade de aquisição de veículos só tem crescido, fazendo com que a quantidade, nas ruas, só aumente. Será que vamos permitir que a estatística de mortes no trânsito cresça juntamente com a de número de veículos?
Guilherme Metidieri
Fanca - SP
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Confesso que quando abri o Comércio e comecei a ler, me emocionei. Fiquei imaginando quantas lágrimas foram derramadas em cada uma das cruzes que ilustravam a matéria, o luto de cada família, o luto da cidade. Vieram-me lembranças de amigos cujos sonhos terminaram em um asfalto frio. A cada palavra lida, nascia dentro de mim um sentimento de impotência. Por que isso? Imperícia, imprudência, má condições das vias, má educação, mas, nenhum desses problemas marcou como marca a questão de caráter, exatamente o que nos falta quando estamos na direção. Pensamos mais em bens materiais do que na vida – nossa e alheia. Preocupamo-nos mais com o nosso umbigo do que em respeitar o próximo. Infelizmente, enquanto não conseguirmos mudar esses princípios, a tragédia continuar acontecendo. Tenho certeza de que essa matéria do Comércio causou, em cada motorista que deixa sua família pela manhã, rumo ao trabalho, respeito à vida. Que os números apontados, que identificam o gravíssimo problema, sirvam para as autoridades como estímulo a solução e, não apenas estatística.
Leandro
Franca - SP
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