“Ela se ofereceu”


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Observem algumas das expressões nos comentários (sobre o tema). Pelo visto, a turba já se arvorou em investigador, julgador e aplicador da pena. Concordo que seja um caso lamentável, mas daí a exigir, desde já, punição antecipada, vai uma distância que beira a insanidade cultural ou indulgência intelectiva. É preciso apurar, julgar, processar, e, se for o caso, condenar, com direito a recurso e tudo o mais, e só depois do trânsito em julgado, recolher o facínora à cadeia. Antes disto tudo, a ação sugerida pela maioria dos comentários só nos faz igualar às condutas de republiquetas de bananas (nas quais os fins justificam os meios), ou os processos promovidos pela ditadura da massa (an)encefálica das multidões enfurecidas, turba assassina que exige sempre sangue, sangue e mais sangue. Até que um belo dia, o sangue dos inocentes comece a ser derramado. E aí terá sido tarde. Vamos punir, sim, segundo as leis vigentes. Fora disto, é vingança sanguinolenta, injusta, filhote da ditadura e ilegal. (Leia aqui).
José Antônio Lomônaco
Franca - SP

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Caro professor Dr. Lomônaco. (O senhor) se embasa em leis e são sábias as suas palavras, mas, eu, que tenho a mesma idade da vítima e também tenho uma filha de 10 anos, quando li a noticia não tive como me conter e caí em prantos, imaginando-me no lugar dessas duas vítimas, abordadas dentro de casa pelo marginal. Eu também faria o mesmo que a mãe fez para poupar minha filha de um trauma ainda maior. Concordo que isso seja (ação própria de) turba, mas contra a violência estamos precisando de turba. As leis são muito sábias no papel mas diante de tantas dores às quais a sociedade está exposta, cansamos de esperar por justiça. O ato de adentrar na casa já caracteriza a má intenção. O senhor já pensou, por um acidente, se a vítima engravida desse (...)? Chega de esperar por leis! A população está exposta demais a tanta violência e as leis (...) estão sendo brandas demais prá tamanha monstruosidade que têm acontecido. Tá na hora de mudança!
Cibelly
Franca - SP

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Sou advogado e professor universitário. Digo ao leitor Lomônaco (...) que se esse cara (sic) tivesse se metido com alguém que eu amo, eu mesmo já teria feito justiça. Aliás, se o ele opera o Direito na prática e não fica só na teoria, também já deve estar cansado de ver casos repugnantes como esse caírem no esquecimento; e bandidos do tipo, voltarem ao convício social, fazendo mais vítimas. (...). Estou com o leitor Delci Liberti (leia em http://www.gcn.net.br/ jornal/index.php?codigo=141787). Comissões de Direitos Humanos só defendem bandidos (ou será que foram à casa da vítima, para oferecer algum tipo de apoio???). Outra grande balela social...
Paulo Perez
Franca - SP

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Como é costume, ele logo será solto da prisão. Quando li a notícia me veio um sentimento de ódio, nojo e desprezo por esse homem. Sou a favor da pena de morte, sim, nesses casos, ou, no mínimo, prisão perpétua, mas aqui no Brasil, isso nunca vai acontecer, infelizmente. Desejo que a mãe e a filha se recuperem logo do trauma e espero que mudem, (passando) a morar em um local mais seguro. O homem não tinha direito nenhum de entrar na casa, muito menos abusar de ninguém. (...) estou completamente desgostoso.
Gabriel
Franca - SP
 

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