Ladrões arrombam e furtam dois caixas eletrônicos em Cristais


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MATERIAL APREENDIDO - O investigador Matheus Principeza mostra banner de banco usado para esconder claridade de maçarico durante ação de marginais em agência de Cristais Paulista
MATERIAL APREENDIDO - O investigador Matheus Principeza mostra banner de banco usado para esconder claridade de maçarico durante ação de marginais em agência de Cristais Paulista

Pela segunda vez neste ano a agência do Banco Santander foi alvo de ladrões na cidade de Cristais Paulista. Durante a madrugada de ontem, criminosos ainda não identificados arrombaram dois caixas eletrônicos do local e fugiram levando uma certa quantia em dinheiro não revelada. Para chegar até o dinheiro, os bandidos usaram um pé de cabra e um maçarico, que foi deixado dentro da agência após o crime. O banco não tem câmeras de monitoramento e o alarme não disparou durante a ação. A Polícia Civil registrou o crime e busca pistas para tentar chegar até os marginais. Este foi o segundo ataque neste ano na mesma agência de Cristais. Em março, ladrões entraram na sala onde ficam os caixas eletrônicos e furtaram R$ 72 mil. Um maçarico também foi usado no crime.

O furto de ontem foi descoberto por volta das 7 horas. Policiais militares receberam informações que o caixa eletrônico da agência localizada na Avenida Antônio Prado, em frente à praça central de Cristais Paulista, havia sido arrombado. Ao chegarem no local encontraram os equipamentos usados pelos bandidos. Um maçarico, um pé de cabra e três capuzes foram deixados para trás pelos assaltantes. “Nenhum morador das imediações informou ter visto algum suspeito. Provavelmente o crime foi durante a madrugada”, disse o delegado Manir Martos Salomão.

A ação de ontem foi similar a já registrada no início do ano, mas desta vez foram dois caixas arrombados. Os criminosos tamparam com fita crepe metálica o sensor de presença do banco, evitando o disparo do alarme e ainda colocaram um cartaz de propaganda da própria agência na porta de blindex, para esconder a claridade do uso do maçarico. “Acreditamos que estavam em três dentro da agência pela quantidade de capuzes deixados, mas não está descartada a possibilidade de mais pessoas envolvidas, que possivelmente ficaram do lado de fora vigiando. A dificuldade é que não existe câmera de monitoramento no banco, que poderia auxiliar nas investigações sobre as características dos marginais”, disse o delegado.

Peritos da Polícia Científica estiveram na agência e colheram possíveis impressões digitais. A Polícia Civil recolheu o material usado no crime, um maçarico com botijão de gás, três capuzes, o pé de cabra e o cartaz de propaganda do banco, que segundo apurado pela polícia seria de uma outra agência da mesma rede. “Podemos perceber que todo o material usado é novo. Ao que parece foi comprado somente para ser usado neste ataque”, disse Manir.
 

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