Se o filósofo canadense Marshall McLuhan estivesse vivo talvez se surpreenderia com a realidade atual da humanidade no que diz respeito à tecnologia.
Ele previu, em seus estudos, o conceito de aldeia global, ou essa conexão entre os povos provocada pelos meios tecnológicos e de comunicação, em especial a Internet. Mas talvez essa aproximação tenha sido, até para ele, surpreendente. Basta vermos a importância que o Facebook, por exemplo, tem nos dias atuais.
Lançado em fevereiro de 2004, é uma rede social que integra mais de 530 milhões de pessoas.
Percebendo a importância desse nicho as empresas também começam a avançar nesse território virtual para divulgar seus produtos e serviços. Inclusive as redes sociais, formadas pelo Face e por outros sistemas como o Twitter, são temas de estudos e estratégias de marketing.
O usuário já se integrou às redes sociais, dando à Internet o status de prolongamento de suas vidas. É uma necessidade criada sem a qual não podemos viver mais.
Pesquisa elaborada pelo Pew Research Center, dos Estados Unidos, mostra até que ponto o Facebook influencia a vida das pessoas. Segundo a pesquisa, os norte-americanos têm mais amigos virtuais que reais. E verdadeiros, daqueles para se contar nos momentos de dificuldade. Outro instituto, o TechCrunch, mostrou que 60% dos cadastrados no Face o acessam diariamente. Para os universitários, o nome ‘Facebook’ foi o segundo mais ‘in’, perdendo só para o iPod.
Para as empresas, ter um perfil no Face é questão “sine qua non” quando o objetivo é ser visto. E essa aproximação entre consumidores e prestadores de serviço tomou uma proporção tão grande que há quase uma situação de amizade.
A comunicação é de mão dupla. A empresa quer saber na hora o que o seu cliente em potencial pensa sobre seus produtos. E esse consumidor quer um canal direto para reclamar, elogiar, espalhar notícias ou detonar aquela marca para todos os seus amigos e amigos dos amigos... essas redes são um verdadeiro laboratório de experimentações das empresas de uma forma que é extremamente rápida e bem mais barata.
Algumas delas, inclusive, estão deixando de lado seus sites oficiais e migrando seus conteúdos para o Facebook. Simples questão de estar onde o povo está.
Portanto as empresas encontraram uma verdadeira mina de ouro com o Face e afins. Mas até no mundo virtual é preciso ter preparo e cautela. Da mesma forma que tudo acontece rápido demais, uma estratégia mal pensada pode resultar em danos à velocidade da luz. Mas se tudo for feito como manda o figurino taí uma oportunidade valiosa de aproximação entre clientes e marcas.
Samilo Lopes
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