Dois dias de espetáculo, casa lotada e mais de 800 pessoas fazendo do Teatro Municipal uma verdadeira ‘balada’. A mistura eclética proposta pelo maestro Nazir Bittar no concerto In Taberna não só atraiu como agradou o público presente nas noites de sábado e domingo, que em diversos momentos aplaudiu de pé a OSF (Orquestra Sinfônica de Franca) e os demais músicos e cantores convidados a integrar o espetáculo.
Durante todo o concerto, a riqueza de detalhes visuais complementava a mágica proporcionada pelas músicas do repertório. Desde o folder do espetáculo - que reproduzia um menu de restaurante -, à mesa de bar, à iluminação com laser e aos telões de led do palco. Tudo remetia à temática dos bares e da vida noturna, em uma sincronia temporal traduzida em cada momento da peça.
Viva La Vida, da banda inglesa Coldplay, abriu e fechou o espetáculo nas duas noites, e surpreendeu o público do Teatro Municipal. Ousada, a junção da música clássica com a música eletrônica do DJ Alex Cavallera resultou em um casamento onde a leveza das cordas alternava-se com o peso da batida das pistas. Ao final do concerto, o público, de pé, chegou até a dançar na plateia.
Outros pontos altos da noite deram-se com a participação dos cantores líricos no concerto. Toreador, da Ópera Carmen, teve a participação de todos eles - Lilian Giovanini, Priscila Cubero, Carla Barretto e Wladymir Carvalho - e ganhou até bis na noite de domingo. A dança flamenca de Renata Martiniano, durante Intermezzo, da mesma ópera, também arrancou minutos de aplausos ininterruptos do público.
Ângelo e Desirê, as inspirações para a criação do espetáculo, segundo Bittar, deram um show à parte. Trazendo à tona o ambiente dos bares brasileiros, a dupla encantou com versões de músicas como Romaria, Encontros e Despedidas e a surpresa, no domingo, da canção Galopeira, que não estava prevista no repertório.
Duas noites inesquecíveis, em uma tentativa mais que certeira de levar ao público a arte presente na música erudita. A iniciativa de eventos culturais gratuitos aproxima o público dessa arte, muitas vezes deixada de lado pela dificuldade de acesso. São noites como as de sábado e domingo que engrandecem o sentimento do público. Noites que, se repetidas, lotariam a casa novamente e arrancariam sorrisos gratificados e gratificantes, como todos os desse último final de semana.
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