A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), criada em 19/08/1969, com capital misto (público e privado) e controle estatal, foi uma das responsáveis pela evolução e transformação científica e tecnológica da engenharia industrial brasileira. Para nós é um grande orgulho vermos aeronaves voando por todos os continentes com tecnologia brasileira, que o desenhou e viabilizou sua produção
Caros leitores, como sempre defendemos, a educação é a base de tudo. Se hoje o Brasil é o quarto colocado no ranking mundial na comercialização de aeronaves, é exatamente porque em 1950 foi criado o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), com a finalidade de promover o ensino das ciências e tecnologias relacionadas com o campo aeroespacial, que forneceu à Embraer pessoal capacitado no desenvolvimento do projeto do Brasil fabricante de aeronaves para o mercado internacional. A brilhante história da indústria aeronáutica brasileira que nos orgulha no presente, tem uma marca de ousadia no passado e que deverá permanecer no futuro. E só foi possível em razão da combinação: do momento oportuno; da vontade do Estado; e da genialidade de dedicados pesquisadores e estudiosos.
Infelizmente algumas pessoas têm vergonha do produto brasileiro, um exemplo negativo que ficou foi na aquisição do avião presidencial, pelo Ministério da Defesa do ex-presidente Lula, que preferiu um avião produzido em outro país, ao invés de comprar um avião brasileiro. A justificativa foi a de que para algumas viagens, caso fosse adquirido um avião da Embraer o presidente teria que fazer algumas escalas técnicas e não poderia fazer um vôo direto. Ora, o que deveria ser motivo de orgulho para qualquer presidente da República, descer em outro país com uma aeronave desenhada e fabricada em seu país, mesmo que para isso tivesse que fazer alguma escala, para o governo passado era motivo de vergonha.
Outro aspecto que entendemos precisar ser revisto pelo governo brasileiro, trata-se da compra de caças para a Força Aérea Brasileira. Se a indústria aeronáutica brasileira não tivesse paralisado as suas pesquisas nos últimos governos, fatalmente já estaríamos próximo da produção de nosso próprio caça. Mesmo que demorássemos uns 10 anos e fabricássemos um avião da primeira ou segunda geração de caças. O importante é que estaríamos gerando empregos no Brasil, com um investimento muito menor do que a compra de outros países, além de que teríamos a independência em relação aos fornecedores de outros países, que mesmo se comprometendo, nunca vão passar toda a tecnologia para nós brasileiros. Porque será que a China e a Índia desenvolvem seus caças mesmo sendo de uma geração inferior aos oferecidos no mercado internacional? É porque há o chamado valor agregado, que transcende em muito o valor material do avião voando, através do conhecimento, da ciência, da sabedoria, do esforço pessoal de cada um, de um modesto me
cânico, um funcionário atendente, um ajudante a um engenheiro com PhD, ou um especialista em engenharia aeroespacial.
A economia está nas escolas, o que vai fazer a diferença no mercado internacional futuro é o conhecimento, a “invenção” de produtos a cada dia e não somente copiando ou montando produtos em nosso país, como carros, televisão, computadores etc. Não teremos futuro se continuarmos somente a exportar, como por exemplo, soja e ferro, dois grandes produtos de nossa balança comercial.
A grande lição que a Embraer, estruturada, em grande parte, na mão de obra gerada pelo ITA, é a da possibilidade de uma economia de ponta baseada no desenvolvimento do conhecimento. Simultaneamente é o exemplo de que a união da iniciativa pública e privada é o caminho, pois se a Embraer não tivesse nascida estatal (com investimento do Estado) não existiria e se tivesse continuado somente estatal, igualmente não conseguiria sobreviver e crescer. A parceria foi fundamental para superar crises. Quando em viagem ao exterior, nós brasileiros, devemos nos orgulhar quando pegamos um talher na Europa e vemos que é fabricado em Carlos Barbosa/RS; ou quando nos enxugamos, em hotel, em qualquer grande cidade do mundo, com uma toalha produzida em Santa Catarina; quando andamos de ônibus fabricado em Caxias do Sul/RS; etc. Dentre tantos outros exemplos que são orgulho nacional. Enfim, nós nos orgulhamos quando vemos um avião brasileiro voando pelos céus de toda a Terra. Parabéns a todos!
OBSERVATÓRIO DA CORRUPÇÃO
O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, lançou na última quarta-feira, na sede do Conselho Federal da OAB, o Observatório da Corrupção, afirmando que “esta é uma arma da sociedade para combater a corrupção no País”. Salientou que “com as denúncias e cobranças que serão recebidas pelo Observatório, espera-se que os casos de corrupção não caiam no esquecimento e sejam resolvidos.” As denuncias poderão ser feitas pelo site: www.obervatorio.oab.org.br. A Comissão da OAB fará uma triagem das informações recebidas e, em seguida, os membros da Comissão farão uma visita ao juiz, ao Ministério Público ou ao delegado para verificar a posição do processo e cobrar providências. Caso as informações não sejam obtidas, a OAB, no prazo de 30 dias, procurará as autoridades superiores para que possam determinar que haja o enfrentamento da questão. Assim, os cidadãos agora possuem mais um canal disponível para formalizarem suas denúncias. A sociedade pode e deve transformar essa situação, devendo mobilizar-se no sentido de combater qualquer ato que lese o patrimônio público. Isso se chama Cidadania!
JUSTIÇA
O promotor Paulo Roberto Cunha Júnior, responsável por grande parte das denúncias julgadas pela juíza assassinada, Patrícia Acioli, em São Gonçalo, será transferido. Segundo o Ministério Público a mudança não teria relação com o assassinato da magistrada. Será?
Toninho Menezes
Advogado, administrador de empresas, professor universitário - toninhomenezes@comerciodafranca.com.br
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