A maior queda no índice de mortalidade infantil do Estado foi registrada na região de Franca. Entre 2009 e 2010 as mortes de crianças menores de um ano de idade caíram 28,7%. Os números fazem parte de levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados), e foram anunciados ontem pelo governador Geraldo Alckmin.
Entre 2008 e 2009, a Santa Casa de Franca registrou 28 mortes de recém-nascidos vítimas da bactéria Klebsiella. Na época, uma equipe de especialistas do governo estadual e da Secretaria Municipal de Saúde investigou o surto e apontaram que uma das falhas seria a superlotação no CTI Infantil. Com o controle do surto, veio a queda no registro de mortes. Em 2010, a região de Franca apareceu com o terceiro menor índice de mortalidade infantil do Estado, com 11,1 óbitos por mil nascidos vivos. A região de Barretos apresentou o menor índice, com 8,1 mortes, seguida pela região de São José do Rio Preto, com 9,6.
Quando os números levam em conta os municípios separadamente, Barretos é destaque novamente. A cidade registrou o menor índice, com 7,2 mortes por mil nascidos vivos, seguido por São José do Rio Preto, com 7,3, e São Carlos, com 7,4 mortes. Os municípios com as taxas mais elevadas em 2010 foram Avaré, com 21,8 mortes por mil nascidos vivos; São Roque, com 20,8; Ibiúna, com 19,4; Guarujá, com 19,2; São Vicente, 19,1; e Itapeva, 19.
Para explicar o saldo positivo sobre o principal indicador da saúde pública, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o Governo do Estado aponta investimentos em profissionais da área da Saúde com oferecimento de cursos específicos, ampliação das consultas pré-natais, melhora e aumento no serviço de saneamento básico e as campanhas de vacinação implantadas no Sistema Único de Saúde (SUS).
ESTADO
A mortalidade infantil no Estado de São Paulo caiu 61,8% nos últimos 20 anos e atingiu, em 2010, o menor nível da história. O índice do ano passado ficou em 11,9 óbitos de crianças menores de um ano de idade a cada mil nascidas vivas no Estado, contra 31,2 em 1990. Nos últimos 10 anos a queda foi de 30%.
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