A cidade de Cristais Paulista amanheceu ontem sob o impacto de um crime bárbaro. Um bandido ainda não identificado invadiu um condomínio de chácaras nas proximidades da área urbana e entrou em uma residência à procura de dinheiro. A proprietária do imóvel, uma dona de casa de 38 anos, estava dormindo com a filha de 10. Elas acordaram com o desconhecido no quarto, armado com três facas. Como não encontrou o que queria, o marginal agarrou a criança e disse que iria estuprá-la. A mãe se ofereceu no lugar da filha e foi brutalmente violentada. O autor fugiu levando um videogame e um aparelho celular.
O crime, segundo relatos das vítimas ao delegado Manir Martos Salomão, teria ocorrido por volta das 8 horas. O marido e o filho de 16 anos da dona de casa saíram para trabalhar duas horas antes. A mulher e a filha voltaram a dormir e foram surpreendidas pelo marginal. “Ele seria um indivíduo magro, de estatura mediana, moreno escuro, e de acordo com as vítimas, usava camisa vermelha, bermuda florida e tênis branco com detalhes em vermelho. Para esconder o rosto, ele usava uma camisa branca e tinha em torno de 20 anos”, disse Manir, com base nos depoimentos.
O bandido, mediante ameaças de morte, obrigou mãe e filha a entrarem no banheiro. O autor relatou a mulher ao delegado, dizia que foi mandado ao local para pegar o dinheiro que ela tinha. A vítima disse que estava havendo algum engano. O marginal revirou tudo e, como não encontrou nada, pegou a criança. Ele disse que iria estuprar a menina, porque a mulher não estava “colaborando”. Manir ouviu da dona de casa que, para evitar a violência contra a filha, ela se ofereceu em seu lugar. “O autor concordou e a menina ficou trancada no banheiro. No quarto, o marginal abusou da vítima em todos os sentidos. Até sexo oral e anal ela foi obrigada a fazer. A criança escutou tudo.”
Depois do crime sexual, o bandido forçou a menina a colocar um videogame e um aparelho celular em uma sacola de plástico - o delegado relatou que eram os únicos pequenos objetos de valor na casa. Usando pedaços de arame, o autor amarrou os pés e as mãos de mãe e filha em duas cadeiras. Panos foram usados para amordaçar as vítimas. Ele trancou as duas dentro do banheiro e fugiu.
Cerca de 15 minutos após a saída do marginal, a mulher conseguiu se soltar e libertar a filha. Ela pediu ajuda a um vizinho, que avisou a PM. Depois de depor na delegacia da cidade ao lado do marido, a dona de casa foi encaminhada para exames no IML (Instituto Médico Legal) de Franca e Santa Casa, onde recebeu um coquetel contra aids. As vítimas estão na casa de parentes em Franca e devem voltar a Cristais na próxima segunda-feira, para novo depoimento.
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