Fobias estranhas: o que fazer quando o medo vira doença?


| Tempo de leitura: 3 min

O medo é um instinto natural que serve para nos proteger dos perigos reais. Mas e quando o medo se torna o próprio perigo? As fobias são pavores desenvolvidos por coisas ou situações inofensivas para o “resto do mundo”, mas não para quem teme.

Fabiana Zagolin, psicóloga da Delegacia de Defesa da Mulher, define a doença como medo inconsciente que pode se desenvolver em qualquer etapa da vida. “A fobia não é um medo irracional, mas sim inconsciente. E quando a pessoa é fóbica, de alguma forma esse medo representa ameaça para ela, transformando-se em um medo real. A fobia não se desenvolve só em crianças e adolescentes, mas em adultos também. A fobia é um dos transtornos mais apresentados pelo ser humano atualmente.”

Quanto ao tratamento, Fabiana revela que não se deve generalizar, já que cada ser humano é único e responde a sua maneira aos acompanhamentos psicológicos. “Tem cura, sim, porque nada mais são do que conflitos internos referentes a este medo exagerado. O tratamento não tem tempo determinado, já que depende do tipo de transtorno, do tipo de fobia. Dependendo do caso, é necessário o uso de medicamentos.”

As síndromes fóbicas são divididas em tipos, mas as mais comuns são a agorafobia, a fobia simples e a social. A primeira é o medo e a angústia relacionados a espaços amplos ou com muitas pessoas. Nesses casos, as crises são mais frequentes quando a pessoa está fora de casa, em um congestionamento, em uma ponte ou túnel, em meio à multidão...

A fobia simples ou específica que se caracteriza pelo medo intenso de animais como barata, sapo, cobra, passarinho e objetos como seringas, sangue, faca, vidros quebrados, etc.

E, finalmente, há a fobia social, que fragiliza o indivíduo diante de situações que envolvam exposição ao contato interpessoal. A professora do curso de Psicologia da Unifran, Kênia Peres, explica que os motivos que provocam uma fobia são indeterminados. “Os fatores desencadeantes são diversos. Podem ser biológicos, genéticos e psicossociais, sendo assim, impossível de generalizar. São específicos para cada indivíduo.”

Confira agora casos mais incomuns que podem parecer engraçados, mas que precisam de atenção

Filemafobia

É o medo de, muita calma nessa hora, beijar! A pessoa sente enjoos, fica com a boca seca e as mãos trêmulas, podendo chegar a um ataque de pânico. Há quem diga que esse transtorno esteja ligado a outro, a filofobia, que é o medo de se apaixonar

Eisoptrofobia

É o pânico de espelhos, da imagem refletida. Geralmente esse transtorno é associado ao medo do sobrenatural. Superstições ligadas ao objeto tendem a aumentar o incômodo

Lachanofobia

Pode ser usada como desculpa por crianças espertinhas que não queiram comer seus vegetais. Esse transtorno costuma ser desenvolvido por um vegetal em particular e não de forma generalizada. A textura incomoda,
a cor desagrada e o cheiro dá náuseas

Caligenefobia

Quem é fã da série The Big Bang Theory já está familiarizado com esse probleminha. O personagem Raj, não consegue interagir com mulheres bonitas. Também é conhecida como venustrafobia. Esse pavor leva a pessoa à arritmia, falta de ar e, às vezes, vômito

Hipopotomonstroses-quipedaliofobia

Ufa! Se você ainda está lendo, é bom sinal. Esse palavrão designa o medo de palavras enormes. Isso porque a pessoa se sente ameaçada pela hipótese de constrangimento público ao lidar com nomes complicados
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários