Melancolia. Como evitar? Se, somos humanos e, portanto, finitos? Se, fundo na alma, lá dentro do mais interno, habita o desinteresse, um descaso platônico com o que antes importava. A falta de desejo de coisas e de pessoas, esse olhar blasé, a vida sendo sem vida? Sem vontade de ser vivida? A sensação de fragilidade que permeia os acontecimentos - tudo pode dar errado; o apego excessivo no lado doloroso das coisas que sempre há. A falta de estímulo para falar, fazer, ir, agir, reagir. A falta, a falta, a falta. Uma parede escura e lisa, fria, sem cheiro. Paralisação. A tristeza sem motivo aparente, as pernas que não levam a lugar algum. Um vazio. O encanto que se perdeu no nada. O dia sem melodia. Não pertencer àquela comemoração: embora seja sua, você não é parte integrante da festa. A apatia do não. Um não sem bravezas ou bravuras. A escolha de não fazer. Será mesmo escolha?
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.