Delegado abre inquérito para investigar estupro


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O delegado Luiz Carlos de Almeida, que responde pela Delegacia de São José da Bela Vista, abriu ontem inquérito para apurar a denúncia contra a dona de casa de 36 anos que teria “vendido” a virgindade da filha de 18 anos, que possui retardo mental moderado, para um político da região de Ribeirão Preto. “A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) realizou uma pré-apuração, nos enviou os resultados dos exames médicos e o relatório da psicóloga que ouviu a vítima. Agora, com o inquérito aberto, iniciaremos as oitivas”, disse Almeida.

Os depoimentos dos envolvidos começam na próxima semana. A jovem, que era estudante da Apae de Franca e hoje está morando com o pai em Orlândia (SP), será a primeira pessoa a ser ouvida. A avó de 66 anos, que reside em São José da Bela Vista e representou a vítima quando a denúncia foi registrada, e as assistentes sociais da Apae também serão intimadas para depor. “Testemunhas, se houverem, e a mãe serão os próximos. O acusado deporá por último”, lembrou o delegado.

A denúncia contra a mãe da garota e o político foi registrada no dia 11 de agosto na Delegacia da Mulher. Acompanhada da avó e de duas assistentes sociais, a jovem relatou que o político teria tirado sua virgindade em troca de uma compra de supermercado no valor de R$ 300. Ela disse que o estupro teria ocorrido no dia 8 de julho e que esperou o retorno das aulas na Apae para comunicar as assistentes. Como prova, apresentou um vestido manchado de sangue que ela estaria usando no dia do crime.

Na segunda-feira, 22, acompanhada do pai, a estudante, que já havia passado por análise psicológica, voltou a ser avaliada. “O resultado aponta coerência nos depoimentos. Ela não entrou em contradição, o que nos leva a crer que está falando a verdade”, disse a delegada Graciela David Ambrósio, antes de enviar os resultados para São José da Bela Vista, onde o inquérito foi aberto.

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