‘Tumulto, droga e sexo’


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(Fiquei) indignado depois de ler seu texto “Tumulto, droga e sexo”, sábado último (aqui) especialmente quanto a você estar recebendo ‘telefonemas de autoridades que te pedem ‘calma, porque não é bem assim’”. Então, como é que é? Expliquem, justifiquem a falta de autoridade para disciplinar e até punir quem agride, fere e tenta justificar a falta de respeito que demonstram para com seus semelhantes. Sei que você, quando conta e pergunta, não prega desobediência civil. Se deixarem prá lá, impunes e no silêncio os comportamentos e atitudes que contrariam a educação que deveria nascer do bom berço (família, pais, avós, bisavós, herança que antes se repassava), a disciplina que também aprendemos e que ensinava com dureza, o que seremos daqui em diante? Nossas autoridades estão cravando punhalada na Constituição ao estimularem compreensões paralelas com ênfase na impunidade e ensinando fuga da responsabilidade quando sinalizam “perdão” sem punição para infratores. Sou a favor da obediência civil ao que prega a Constituição relativamente a direitos de liberdade, dentro de costumes que preservem a ética, a honra, a honestidade e contra a omissão que pode transformar os atos e comportamentos daquele “Dia do Estudante” em coisa natural ou banal. Sou partidário, então, das leis morais que estão no mais íntimo das pessoas de bem, essas que definem homens livres e de bons costumes como o produto de educação recebida em casa e melhorados na boa escola. É isso que deve ocorrer, mesmo que signifique o contrário dos direitos sem limites que tomam conta desse nosso mundo moderno, globalizado, rápido, tão rápido que educação, respeito ao outro e cultura perecem porque já não significam nada. Os telefones que você recebeu são sinal claro dessa irreversibilidade.

Cláudio Borges
Franca - SP
 

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