Cirurgia de redução de estômago tem 48 pacientes de Franca na fila


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Quarenta e oito pacientes de Franca aguardam na fila para fazer cirurgia bariátrica - de redução de estômago - pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Para serem operados, eles têm de ir ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, único hospital habilitado pelo SUS da região. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde.

Já nos hospitais particulares de Franca - Regional e São Joaquim - são realizados, em média, 84 procedimentos por ano. O valor pago pela cirurgia varia de R$ 2,5 mil a R$ 5 mil, mas em casos graves de obesidade, a operação pode ser coberta pelo plano de saúde.

Segundo o responsável pelo setor de cirurgia bariátrica do HC, professor Wilson Salgado Júnior, para ser candidato à cirurgia bariátrica, o paciente tem de cumprir algumas exigências do Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina. Deve ter idade entre 18 e 65 anos e apresentar o IMC (Índice de Massa Corporal - peso dividido pela altura ao quadrado) maior que 40. O excesso de peso também deve estar associado a doenças, como hipertensão e diabetes. A obesidade deve estar presente por pelo menos cinco anos e, obrigatoriamente, o paciente já deve ter tentado fazer - sem sucesso - um tratamento para perder peso por no mínimo 24 meses (com acompanhamento). Além disto, não pode existir distúrbio psiquiátrico ou clínico.

Ainda de acordo com o médico, o paciente é submetido a uma série de exames, além de preparação psicológica para lidar com a nova realidade do pós-operatório. Os acompanhantes também contam com grupos de conscientização, onde aprendem sobre a cirurgia e sobre o que acontece depois.

Por fim, Salgado Júnior afirma que todos pacientes são obrigados a perder peso antes de operar e parar totalmente de fumar. A intenção é diminuir os riscos do procedimento. Segundo Salgado Junior, a taxa de mortalidade em cirurgias bariátricas está entre 0,5 e 2% (leia mais nesta página).

Existem diversos tipos de cirurgia para redução do peso, mas apenas seis são aprovados por lei no Brasil. Elas estão divididas em três grupos: restritivas, quando a capacidade do estômago é reduzida; disabsortivas, quando é diminuído o tamanho do intestino (já não são mais realizadas devido ao risco de desnutrição); ou mistas, quando os dois conceitos anteriores são misturados (veja mais em quadro nesta página).

PARTICULARES
Além do SUS, a outra opção aos pacientes francanos que pensam em fazer uma cirurgia bariátrica é procurar o Hospital Regional de Franca ou o Hospital São Joaquim. As duas entidades também realizam esse tipo de procedimento e a espera é de, em média, 40 dias. Juntos, os dois hospitais atendem cerca de sete pacientes por mês.

No Regional, são cerca de duas operações mensais, feitas por apenas dois médicos especializados. No São Joaquim, o número é um pouco maior: são cinco cirurgias por mês, em média. Segundo a assessoria do hospital, a quantidade de procedimentos desse tipo não cresceu nos últimos anos, apenas manteve-se constante, e não há filas. “O que pode haver é uma disponibilidade ou não do médico. O valor depende muito do material utilizado, da acomodação e do procedimento que o médico usa”, disse o cirurgião José Eduardo Goi, do São Joaquim.

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