Franca tem hoje pelo menos 275 vagas de emprego abertas. Os dados são de um levantamento feito pelo Comércio em duas agências de emprego e no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador). Apesar de o número parecer grande, a oferta este ano é menor que no mesmo período de 2010, quando somente o PAT oferecia o total de vagas disponíveis atualmente. No ano passado, as vagas estavam concentradas no comércio varejista, hoje é a construção civil que lidera as oportunidades.
A função de trabalhador de manutenção de edificações, com 51 vagas, está no topo da lista do PAT, atualizada no dia 21. Em seguida, aparecem repositor de mercadorias e vendedor de comércio varejista, com 21 e 12 vagas respectivamente (veja quadro nesta página). No ano passado, o comércio varejista disparava em número de vagas, com 97 oportunidades de emprego, enquanto a profissão relacionada à construção civil com mais postos abertos era a de pedreiro, com apenas cinco. Esse é o reflexo do crescimento no mercado de imóveis. No mês de junho, o setor apresentou avanço de 4,04% em comparação a maio, com a contratação de 115 novos trabalhadores, de acordo com dados do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas.
Nas agências de emprego, as opções são menores, porém mais variadas. Na Agiliza, são aproximadamente 50 vagas em aberto - sendo 20 temporárias. A maioria é nas indústrias de calçados, curtumes e borracha, com 25 vagas. Nas áreas administrativas e de vendas são 15 oportunidades, e dez para estágios. Na agência Porto Seguro são 15 vagas em variadas áreas.
A coordenadora de Recursos Humanos da Agiliza, Rosângela Baldini Silva, ressalta que o fato de haver vagas não quer dizer que a maioria dos desempregados conseguirá uma nova chance. Ela diz que a agência recebe em média 40 a 60 pessoas por dia, seja para entrevistas, cadastro de currículo ou informações sobre as vagas abertas, mas a maioria esbarra na falta de capacitação profissional. “Destacamos também uma vulnerabilidade de desejos e expectativas, levando o candidato a desistir com muita facilidade da oportunidade.”
Os interessados em se candidatar a uma das vagas disponíveis devem procurar as agências e o PAT (Agiliza - Rua Desembargador Afonso José Carvalho, 1.874; Porto Seguro - Rua Couto Magalhães, 1.621; PAT - Rua Campos Sales, 1.495).
À PROCURA
Há três meses, Paulo César Reis, 31, era encarregado de montagens industriais do Grupo Votorantim, em Itaú de Minas (MG). Chegava a ficar 60 dias longe de sua mulher. A história mudou quando soube que seu primeiro filho chegaria. Algumas complicações na gestação fizeram Paulo desistir de seu emprego para morar em Franca. Desde então, a busca por emprego é incessante, porém, complicada.
O encarregado distribuiu currículos, mas esbarra na falta de empresas que necessitem do trabalho que ele realizava em Minas. “Sou soldador tigueiro, e aqui não tem isso. Aqui é mais o polo calçadista.” Paulo chegou a participar de entrevistas, mas todas infrutíferas. O prazo que ele se deu para estar empregado é de 20 dias. “Nesse prazo eu tenho que estar empregado, senão a batata assa.”

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