O período de seca chegou e fez a Sabesp ligar o sinal amarelo. Para evitar que racionamentos voltem a ser feitos como no ano passado, a empresa lançará nesta semana uma campanha de conscientização para o uso racional e economia de água. A meta é estimular a população economizar 10% do consumo médio. Caso contrário, faltará água e os rodízios serão inevitáveis. A Sabesp admite que o risco de desabastecimento existirá até que a nova captação no Rio Sapucaí seja concluída.
Em setembro, considerado o período mais crítico do ano por causa do calor excessivo, a população consome 113 milhões de litros de água a mais do que nos outros meses. Por outro lado, a produção cai quase 10%. No ano passado, este desequilíbrio, acentuado com a estiagem que durou cem dias, obrigou a Sabesp a fazer rodízios. Uma média de 60 bairros foi afetada pela falta de água todos os dias durante o racionamento que durou duas semanas. A Sabesp tem uma produção diária de 73 milhões de litros. Até a semana passada, os 28 reservatórios espalhados por todas as regiões da cidade operavam dentro da normalidade. O histórico dos anos anteriores mostra que o consumo aumentará nos próximos dias. Por isto, a Sabesp tentará conscientizar a população para que não seja necessário cortar o fornecimento. “Neste período de seca sempre temos problemas, pois cai a produção e aumenta o consumo. Nossa produção está no limite. Não temos mais como expandir. Por isto, é preciso ter a consciência de economizar cada vez mais água”,
comentou o gerente-distrital, Rui Engrácia Garcia Caluz.
A campanha será realizada em jornais, rádios, outdoors e ônibus. “Estamos identificando com mais precisão e diminuindo o tempo de conserto de vazamentos. A população tem que fazer a parte dela, evitando banhos prolongados e não usando a mangueira como vassoura hidráulica quando vai fazer a limpeza de calçadas e quintais”. Segundo o gerente, se a meta de economia for atingida não haverá problemas no abastecimento. Caso contrário, os rodízios serão inevitáveis. “Se não houver a colaboração, com certeza faltará água quando a temperatura se elevar”.
A Sabesp pretende começar em setembro as obras do novo sistema de captação de água Sapucaí-Mirim. O investimento total está avaliado em R$ 166,1 milhões e promete atender às necessidades de abastecimento para Franca e Restinga pelos próximos 30 anos.
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