Criado em 2010, o Palma (Programa de Alfabetização na Língua Materna) está em fase piloto desde abril deste ano em escolas municipais nas cidades de Campinas, Pirassununga e Itatiba, abrangendo 50 jovens e adultos em estágio inicial de alfabetização. Franca e Araras são os próximos municípios a receber o programa, totalizando 120 alunos aprendendo a ler e a escrever pelo celular.
De acordo com a assessoria de imprensa da iES2, empresa especializada em tecnologia para educação e que desenvolveu o projeto, nesses quatro meses já é possível obter resultados positivos. “Os testes, ao final da primeira fase, revelaram uma média de 70% de aproveitamento das atividades programadas”, afirma a assessoria.
O objetivo inicial do programa - composto por um aplicativo para smartphones e por um sistema que controla o desempenho dos estudantes - é desenvolver competências básicas de leitura e escrita por meio digital. “Um dos pontos mais gratificantes dos primeiros testes é o fato do aprendizado ter extrapolado a sala de aula, pois mais de 97% dos alunos conseguiram identificar no seu dia a dia (placas, letreiros, materiais impressos, propagandas, supermercado, entre outros) as letras estudadas no nível 1”, comemora o matemático e idealizador do Palma, José Luís Poli, 55.
Segundo a assessoria, jovens e adultos analfabetos acima de 15 anos representam hoje 14 milhões de brasileiros, de acordo com o último Censo.
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