Aos 77, morre o eletricista e músico José Thomaz Filho


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José Thomaz Filho foi sepultado ontem, no Cemitério Santo Agostinho
José Thomaz Filho foi sepultado ontem, no Cemitério Santo Agostinho

Morreu na madrugada de ontem, aos 77 anos, em sua residência do Parque Vicente Leporace, José Thomaz Filho, eletricista aposentado, vitimado por parada cardiorrespiratória gerada pelo Mal de Alzheimer e pela doença de Chagas.

Era natural de Piumhy (MG) e, naquela cidade, teve oficina reconhecida – a Thomaz Motores –, onde exercitou sua especialização como eletricista enrolador. Casou-se, lá, com Aparecida Camilo Thomaz. Do enlace, nasceram 4 filhos (Ângelo, casado com Janesley; Desirê, casada com Fabiano Medeiros; Adoniran, o Dino, casado com Maria do Carmo; Ramsés, casado com Sandra) e 7 netos (Júlia, Monalisa, André Miguel, Felipe, Júlio, Bruno e Gustavo).

Na juventude, Thomaz Filho dedicou-se ao garimpo em Vargem Bonita (MG), tempo de muito trabalho, grandes períodos longe da família e amigos e ocasiões próprias para dedicar-se a estudos de idiomas – chegou à leitura de obras clássicas francesas com excelente compreensão –, adquirir conhecimentos gerais devorando livros e mais livros e, especialmente, ao aperfeiçoamento de virtudes musicais. Tornou-se especialista na execução do bombardino e, posteriormente, retornando a Piumhy, tornou-se maestro da banda musical da cidade. Repassou o gosto e o conhecimento musical aos filhos. Deu-lhes os primeiros instrumentos e fez com que tomassem gosto pela música de qualidade e se aperfeiçoarem, na busca de excelência na execução instrumental e nos dotes vocais.

Mudou-se com toda a família para Franca em 1990, em busca de novos desafios e prosperidade. Aqui, reabriu sua Thomaz Motores e, nesta oficina, trabalhou até à aposentadoria.

Continuou incentivando os filhos nos caminhos musicais e na busca continuada de cultura, endereçando-os a escolas. Ele próprio, com mais de 60 anos, não viu problemas em matricular-se para aprender italiano e inglês. A resposta foi muito especial. Dos 4 filhos, Ângelo e Desirê tornaram-se músicos profissionais e já têm 18 anos de carreira. Dino dedicou-se – e tornou-se uma das referências da cidade – ao adestramento de animais mas não perdeu o jeito: é instrumentista e, aos sábados, fala de música popular brasileira na Rádio Difusora, junto à irmã Desirê e ao jornalista Fernando Calixto; Ramsés também continuou e integrou todas as ocasiões em que a família se reunia para datas especiais e para a boa música. Reunia-se a “orquestra Thomaz” e podia-se, sempre, esperar música de qualidade.

Segundo Ângelo, “a saudade destes encontros será insuperável. Eram os pratos saborosos de mamãe, o gosto de estarmos todos juntos e música, muita música, tudo regado ao ‘papo-cabeça’ de papai, que foi, apesar de sua simplicidade, um homem extremamente culto, motivador dos bons caminhos que toda a família percorre e continuará percorrendo”. Velório e o sepultamento aconteceram ontem, no Cemitério Santo Agostinho.

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