Assunção de Nossa Senhora


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A festa da Assunção de Nossa Senhora é celebrada em 15 de agosto. Por se tratar de festa de colorido intensamente pascal, a Igreja a celebra no domingo, tornando possível maior participação de fieis

Essa é uma das festas mais populares e consoladoras dedicadas à Virgem Maria. No mês dedicado às vocações, celebramos a vocação à vida religiosa. São homens e mulheres chamados por Deus para formar uma comunidade de fé, seguindo os passos e princípios do evangelho e o carisma de um fundador ou uma fundadora.

Qual o significado da assunção para os cristãos católicos? É nos evangelhos apócrifos que encontramos a tradição sobre a assunção de Maria. Três anos antes de morrer ela recebeu de Jesus o anúncio de sua morte, no monte das Oliveiras.

Em sua casa, em Jerusalém, ela dormiu daí, a tradição da Dormição de Maria. Jesus veio ao seu encontro nesse momento. Ele pede aos apóstolos que preparem o corpo e o levem até um lugar indicado por ele, no vale de Josafá.

Ali depositam o corpo de Maria e se sentam à porta do sepulcro. Jesus aparece rodeado de anjos, saúda-os com o desejo de paz, reafirma a escolha de Maria para que dela ele pudesse nascer e pede aos anjos que levem a sua alma para o céu. Jesus ressuscita seu corpo. Quando o corpo chega ao céu, Jesus coloca a alma novamente no corpo glorioso e a coroa como rainha do céu.

A Dormição de Maria nasce da fé em que Maria não morreu, mas dormiu. E, por ter sido levada ao céu, assunta, nasceu a terminologia ‘assunção’, usada a partir do século VIII. Essa festa começou a ser celebrada liturgicamente na Igreja do Oriente, no século VI, isto é, entre os anos 600 e 700, propriamente no dia 15 de agosto a mando do imperador Maurício. A Roma, a festa chegou no século VII.

O dogma da Assunção de Maria, diferentemente da maioria dos dogmas da Igreja Católica, foi proclamada recentemente, em 1950, pelo Papa Pio XII, com a bula Munificentissimus Deus.O texto diz o seguinte: “Definimos ser dogma divinamente revelado: que a imaculada mãe de Deus, sempre virgem Maria, cumprindo o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.

PRIMEIRA LEITURA
O primeiro é um trecho do livro do Apocalipse. Esse livro não tem nada a ver com o “fim do mundo”, visto de modo trágico e terrível, mas, sim, com a esperança dita de forma figurada, velada. O livro é escrito para pessoas que sofrem grande perseguição romana. Nero mandava queimar cristãos para iluminar as noites romanas.
A mulher ali descrita representa a nova Eva, a Igreja e também Maria, que deu à luz Jesus, o novo Moisés e libertador do novo povo de cristãos. O dragão é o símbolo do império romano que oprimia os seguidores de Jesus. A mulher foge para o deserto, lugar de refúgio e da presença de Deus. A leitura nos ensina que temos Jesus e Maria presentes na nossa vida, encorajando-nos a vencer as forças do mal.

SEGUNDA LEITURA
Na segunda leitura, um trecho da primeira carta aos Coríntios, nos é apresentado um belo tratado teológico da vitória da vida sobre a morte. No final dos tempos vamos ressuscitar. Muitas vezes perguntamos: como será nosso corpo? São Paulo responde afirmando que receberemos um corpo espiritual, tal como o Cristo Ressuscitado.
Esse texto nos faz entender que Maria foi a primeira dos mortais que encontrou a ressurreição do corpo, levado ao céu pelo seu próprio filho e nosso salvador, Jesus Cristo.

EVANGELHO
O trecho do evangelho de São Lucas nos apresenta Maria, símbolo da ação libertadora de Deus. Maria, grávida, vai ao encontro de Isabel, sua prima, também grávida e idosa. Os evangelhos narram que Isabel aclamou Maria como bem-aventurada por ser ela a escolhida para ser a mãe do Messias. Nesse contexto, Maria entoa o cântico do Magnificat, obra de rara beleza teológica.
Duas mulheres se encontram: uma (Isabel) louva a grandeza da outra (Maria), que se vê pequena diante do grande mistério que toma conta de sua vida. Em Maria e com Maria, vivemos a esperança de também nós chegarmos no céu. Caminhar com ela, na fé, é acreditar que também seremos assuntos ao céu. Que a vida religiosa seja iluminada pelo exemplo de Nossa Senhora, a mulher que proclamou a libertação dos oprimidos.

José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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