Construção civil em Franca gerou 300 vagas em seis meses


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Diante do crescimento no número de construções em Franca (somadas as residenciais, comerciais e industriais ultrapassam as 1,2 mil), a cidade também vê aumentar o nível de emprego na construção civil. No mês de junho, o setor apresentou avanço de 4,04% em comparação a maio, com a contratação de 115 novos trabalhadores. Foi a maior geração de empregos no segmento desde janeiro de 2008, segundo pesquisa divulgada nesta última semana pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. No acumulado, o município tem próximo de três mil funcionários com carteira assinada no setor.

Segundo o levantamento, o setor contratou 300 trabalhadores só no primeiro semestre deste ano. Em 12 meses, em razão das perdas ocorridas no ano passado, o total chega próximo a 360 vagas criadas. No segundo semestre de 2010, foram registrados três meses com saldo negativo.

Diretor regional do SindusCon, José Batista Ferreira disse que a alta das contrações ocorrida na cidade é reflexo da estabilização do setor. “Em 2009, houve a retomada da construção civil, no ano passado uma euforia e agora ocorre uma estabilização, uma firmeza. O setor passou a ter importância para os governos.”

Para Ferreira, a queda dos juros e o maior prazo para pagamento dos financiamentos ajudou a provocar um crescimento no número de obras e, consequentemente, na geração de empregos. “Apesar do aumento de contrações, ainda há falta de mão de obra. Os profissionais se dispersaram.” Atualmente, segundo a diretoria do SindusCon, um pedreiro na região tem salário equiparado a de um trabalhador de São Paulo. Algo em torno de R$ 1040.

Já o presidente do sindicato, Sérgio Watanabe, disse via assessoria de imprensa que muitos dos trabalhadores empregados são para realizar obras já contratadas anteriormente. “Além disso, as contratações não são apenas para as obras do setor imobiliário, mas também para outros segmentos como infraestrutura, construção industrial e habitação popular.”

Diretor da Conspen (Construções e Projetos de Engenharia) de Franca, João Carlos Cheade reafirma que existe carência, principalmente de profissionais que realizam serviços especializados, como carpinteiro e azulejista. “O setor está muito aquecido, além das construtoras, existem muitas construções particulares. A construção de imóveis se tornou um filão.”


 

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