A Prefeitura tenta controlar a população de animais por meio de um projeto de castração dos bichos realizado desde junho do ano passado e que acaba de ser renovado. Em uma clínica particular, 150 cães e gatos passam por mês pela cirurgia gratuitamente. Neste período, cerca de dois mil bichos já foram castrados, sendo 80% encaminhados pela ONG Cão que Mia.
“O interessado deve preencher uma ficha na Vigilância Sanitária, que será passada por uma avaliação social e econômica. Não podemos pegar o cachorro na rua para castrar e depois devolvê-lo, pois caracteriza crime de abandono”, explica Fernando Baldochi, diretor da Vigilância Sanitária. Em média, a Prefeitura paga R$ 70 por cada cirurgia.
A população de cachorros soltos pelas ruas começou a aumentar em 2008, após entrar em vigor a lei estadual que proíbe o sacrifício dos animais. Na época, a Prefeitura recolhia das ruas uma média de 300 cães por mês, segundo Baldochi. Hoje o canil municipal abriga apenas cinco animais agressores ou doentes. “A castração é uma solução a longo prazo e é necessária uma mudança de comportamento das pessoas”, ressaltou Baldochi.
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